Taxistas concentrados em Faro confiantes em acordo entre partidos

Taxistas concentrados em Faro confiantes em acordo entre partidos

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Taxistas querem que a lei estabeleça “equidade” entre o sector e as plataformas (Foto: D.R.)

Um representante dos taxistas que pelo oitavo dia estão concentrados em Faro mostrou-se confiante em que os partidos cheguem hoje a um acordo, sublinhando que continua “esperançado” que suas reivindicações do sector sejam ouvidas.

“A nossa expectativa é que os partidos cheguem a acordo e vão ao encontro do que nós pedimos, que é que a responsabilidade em definir o contingente das plataformas passe para as câmaras municipais”, disse à Lusa Francisco José Pereira, presidente da Rotáxis de Faro, mostrando-se confiante com esse desfecho.

O presidente da Federação Portuguesa do Táxi (FPT) admitiu na terça-feira convocar os profissionais que estão concentrados no Porto e em Faro para se juntarem aos que estão nos Restauradores, em Lisboa, dependendo do resultado do debate quinzenal no parlamento, marcado para hoje às 15 horas, e que terá a presença do primeiro-ministro, António Costa.

Francisco José Pereira mostrou-se “esperançado” em que seja alcançado um acordo até ao final do dia, embora assuma ter receio de que possa já ser tarde para conseguir fazer alterações à lei que regula as quatro plataformas electrónicas de transporte que operam em Portugal, cuja entrada em vigor está prevista para 1 de Novembro.

Os representantes das associações de taxistas vão hoje marcar presença nas galerias do hemiciclo para assistir ao debate quinzenal, sendo que o PCP escolheu precisamente “a situação do sector do táxi” para interpelar o primeiro-ministro.

Inicialmente, as associações exigiam que os partidos fizessem, junto do Tribunal Constitucional, um pedido de fiscalização sucessiva da constitucionalidade do diploma, uma exigência que não foi acolhida pelos grupos parlamentares.

Na sexta-feira, o processo teve um desenvolvimento, com o PCP a pedir a revogação da lei, uma decisão que os taxistas consideram estar no “caminho correto”, mas que ainda não é suficiente.

Os taxistas pretendem que a lei estabeleça “equidade” entre o sector e as plataformas e que possam ser os municípios a assumir integralmente a definição do número de veículos a circular, por concelho.

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