UAlg ministra Curso de Medicina de Catástrofe

UAlg ministra Curso de Medicina de Catástrofe

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O primeiro dia foi dedicado a conceitos básicos de catástrofe (Fotos: D.R.)

O Mestrado Integrado em Medicina (MIM) da Universidade do Algarve está a ministrar, de 4 a 6 de Setembro, aos alunos de último ano, um curso de Medicina de Catástrofe. A Medicina de Catástrofe é um “novo ramo da Medicina”, com características diferentes da Medicina de Urgência, nomeadamente a nível ético e na forma de actuar.

Na opinião da médica e investigadora Ana Pinto de Oliveira, “para os alunos será muito importante terem acesso e poderem participar em projectos de investigação nesta área, não só na vertente da educação médica, mas também na vertente de saúde pública, sensibilizando e preparando a população para uma intervenção voluntária e eficaz em situações de catástrofe”.

O primeiro dia, 4 de Setembro, foi dedicado a conceitos básicos de catástrofe, epidemiologia de catástrofes e impacto nos sistemas de saúde e nas populações.

O dia de hoje, 5 de Setembro, centrar-se-á no sistema de comando e triagem, terminando com um “tabletop exercise”, ou seja um exercício que permite que as principais entidades se familiarizem entre si e com os respectivos papéis e responsabilidades, estimulando a discussão.

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Alunos terão aulas sobre os aspectos psicossociais e redução de risco de catástrofe

Na parte da tarde, e durante a manhã do dia 6 de Setembro, os alunos terão aulas sobre os aspectos psicossociais e redução de risco de catástrofe, terminando com um exercício interactivo.

No último dia terão ainda uma sessão sobre ajuda humanitária.

Além da médica e investigadora Ana Pinto de Oliveira, este curso conta ainda com a participação de dois investigadores convidados, um do Research Center in Emergency and Disaster Medicine, Novara, em Itália, e outro do Center for Research on Epidemiology of Disasters, Bruxelas, na Bélgica, que estão a colaborar com o Grupo de Investigação em Medicina de Catástrofe do Departamento de Ciências Biomédicas da UAlg.

Recorde-se que já em 2004, a World Association for Disaster and Emergency Medicine (WADEM; Madison, Wisconsin USA) recomendou a inclusão da Medicina de Catástrofe no ensino pré-graduado. Poucas foram as universidades que adoptaram esta recomendação. Verifica-se ao nível do ensino da Medicina grandes lacunas neste tema, sendo muito poucas as faculdades a nível Europeu que integram a Medicina de Catástrofe nos planos curriculares.

Já no ano lectivo 2016/2017, o MIM da UAlg passou a integrar no seu plano curricular um curso piloto de Medicina de Catástrofe. No ano passado, também adicionou ao curso a componente de ajuda humanitária.

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