O céu de Novembro de 2018

O céu de Novembro de 2018

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Júpiter é outro planeta que só iremos observar ao anoitecer durante parte de Novembro (Fotos: D.R.)

Na segunda madrugada do mês a Lua passará ao lado de Régulo, o coração da constelação do Leão. Este acontecimento repetir-se-á no dia 29. Mas enquanto o primeiro evento ocorre 5 dias antes da Lua Nova, o segundo terá lugar na véspera do quanto minguante.

Nesta época do ano a Terra atravessa o rastro do cometa Enke. A entrada de poeiras e pequenas rochas na nossa atmosfera dará origem a duas chuvas de meteoros muito fracas (as Táuridas do Sul e as Táuridas do Norte, com picos de atividade respetivamente nos dias 5 e 17) que não chegarão a uma mão-cheia de meteoros por hora.

Na tarde de dia 6, véspera da Lua Nova, o planeta Mercúrio atinge o seu maior afastamento para leste relativamente à posição do Sol. Este evento dar-nos-á mais tempo para observarmos Mercúrio ao anoitecer. No entanto a partir de dia 21 Mercúrio estará numa direção tão próxima da do Sol que deixará de ser possível observá-lo. Mercúrio será visto ao pé de Antares. A maior aproximação entre estes dois astros será no dia 9, estando separados por menos de 2 graus.

Céu a sul ao anoitecer de dia 1. Igualmente é visível a posição da Lua e dos planetas Mercúrio e Marte em vários dias do mês. (Imagem adaptada de Stellarium)

Júpiter é outro planeta que só iremos observar ao anoitecer durante parte de novembro, deixando de ser possível faze-lo a meados do mês.

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Dia 11 a Lua passará ao lado de Saturno, planeta que por estes dias se encontra na constelação do Sagitário.

Na noite de dia 14 para 15 Vénus estará a menos de um grau da estrela Espiga da constelação da Virgem. Este planeta será visto durante todo o mês como estrela da manhã.

O quarto crescente terá lugar na tarde de dia 16. Na madrugada seguinte a Lua irá passar tão perto de Marte nalguns locais do sul da Argentina e do Chile irão assistir à ocultação deste planeta pela Lua.

Na noite de dia 17 para 18 ocorre o pico de mais uma chuva de meteoros: as Leónidas. O nome desta chuva de estrelas vem do facto destes meteoros (provenientes do cometa Temple-Tuttle) parecerem irradiar da cabeça da constelação do Leão. Apesar de mais intensa que as Táuridas, esta chuva de estrelas terá no máximo uma dezena de meteoros por hora.

Céu a sudeste pela uma hora da madrugada de dia 18 com alguns objectos de interesse e os radiantes das chuvas de estrelas Táuridas do Norte e do Sul e o das das Leónidas. (Imagem adaptada de Stellarium)

A Lua Cheia chegará ao final da madrugada de dia 23, situando-se ligeiramente abaixo da cabeça constelação do Touro. De notar que ao início da noite seguinte a Lua ter-se-á aproximado de Aldebarã o Olho desta mesma constelação, e quatro dias depois já terá atingido a constelação do Caranguejo e o se aglomerado estelar o presépio.

O Sete-Estrelo (ou Plêiades) é outro aglomerado estelar que podemos observar facilmente nesta altura do ano, bastando olhar para a parte traseira da constelação do Touro. Igualmente, se as condições o permitirem (tanto meteorológicas como relativamente a poluição luminosa), é possível observar a galáxia de Andrómeda com uns bons binóculos ou um pequeno telescópio.

Boas observações!

Fernando Gutiérrez Pinheiro

© 2018 – Ciência na Imprensa Regional / Ciência Viva

 

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