Associação quer benefícios fiscais para quem comprar jornais

Associação quer benefícios fiscais para quem comprar jornais

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Propostas têm como principal objectivo incentivar a aquisição de jornais e revistas em qualquer suporte e incentivar a aquisição de publicidade (Foto: Cátia Barbosa)

A Associação Portuguesa de Imprensa defendeu esta terça-feira, 20 de Novembro, no âmbito do Orçamento do Estado para 2019 (OE2019), a criação de benefícios em IRS para quem comprar jornais e revistas e em IRC para pequenos anunciantes que publicitem nestes meios.

As nossas propostas têm como principal objectivo incentivar a aquisição de jornais e revistas em qualquer suporte, incentivar a aquisição de publicidade por pequenos anunciantes e responder de forma eficaz ao apelo da Comissão Europeia na luta contra a desinformação e a manipulação jornalística com ações de literacia e de curadoria”, disse à Agência Lusa o presidente da Associação Portuguesa de Imprensa (API), João Palmeiro.

Por isso, a associação propôs aos grupos parlamentares representados na Assembleia da República, com os quais já se reuniu, um “reforço do benefício fiscal para as famílias e pequenos anunciantes com desconto no IRS e IRC [impostos sobre o Rendimento das Pessoas Singulares e sobre o Rendimento de Pessoas Coletivas], respetivamente”, explicou o responsável.

“Todos [os deputados] com quem falámos formalmente compreenderam e apreciaram as propostas, comprometendo-se a levá-las a discussão nos respetivos grupos para serem avalizadas”, acrescentou.

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No documento apresentado aos partidos, a API sugere a inclusão de uma nova alínea para “despesas com a aquisição de publicações periódicas, que permita a dedução à colecta do IRS pelos membros de um agregado familiar”, isto até uma despesa total de 250 euros e sustentada por facturas.

Para os pequenos anunciantes, a associação propõe que, “para determinação do lucro tributável dos sujeitos passivos de IRC, os encargos correspondentes ao investimento em publicidade sejam considerados em 150% do respetivo montante contabilizado como custo do exercício, assim incentivando esse mesmo investimento”.

Isto “até ao limite de 10% do volume de negócios do sujeito passivo, para acautelar a receita fiscal e prevenir a fraude e a evasão fiscais”, acrescenta, no documento entregue às bancadas parlamentares.

Como outras medidas, a API aponta o “apoio para lançamento de prospecção e captação de assinantes em qualquer plataforma”, bem como “ações de literacia nas escolas e em universidades seniores”, com o recurso a 10 jornais digitais para cada turma.

A associação defende ainda a “maior celeridade” na transposição da directiva europeia relativa ao imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) reduzido para publicações electrónicas.

Esta medida foi, inclusive, apresentada na sexta-feira pelo PS, no sentido de reduzir de 23% para 6% o IVA aplicado às publicações de jornais e revistas em suporte digital.

Se esta proposta for aprovada em sede de debate na especialidade, as publicações em suporte digital passarão a ter a mesma taxa de IVA, a mínima de 6%, já aplicada às publicações de jornais e revistas em suporte de papel.

Fonte da bancada socialista disse à Lusa que, com esta medida, o PS pretende “contribuir para a sustentabilidade económica dos órgãos de comunicação social que fizeram investimentos nos suportes digitais das suas publicações” e levar a uma “migração” da informação em suporte de papel para o digital.

Da lista de propostas da API sobre o OE2019 fazem também parte incentivos ao investimento e à liquidez das empresas jornalísticas, desde logo através da concessão de crédito, e ao emprego e formação, com a criação de incentivos fiscais na admissão de jovens (isenção nas contribuições para a Segurança Social durante cinco anos) e na manutenção de postos de trabalho.

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