Médico das urgências receita apenas Brufen a criança com dedo fracturado

Médico das urgências receita apenas Brufen a criança com dedo fracturado

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No dia seguinte, a criança apresentava ainda dores, o que levou a mãe a dirigir-se, desta vez, ao Serviço de Urgência do Hospital de Faro (Foto D.R.)
No dia seguinte, a criança apresentava ainda dores, o que levou a mãe a dirigir-se, desta vez, ao Serviço de Urgência do Hospital de Faro (Foto D.R.)

Uma mãe disse ao POSTAL estar indignada ao dirigir-se ontem à noite ao Serviço de Urgência Básica (SUB) de Vila Real de Santo António com a sua filha mais velha, que se tinha magoado na mão direita, numa brincadeira com o irmão do meio, que lhe passou com a roda da bicicleta por cima da mão.

Segundo Ana Cláudia Laranjo, a sua filha “tinha a mão inchada e inclusive não mexia o dedo polegar, literalmente”.

No SUB de VRSA foi feita a triagem. “Foi vista por um médico e fizeram um raio X” garantiu a mãe ao POSTAL.
Resultado? Foi dito à mãe que a filha “não tinha nada”. E, lá “veio para casa com a indicação de lhe dar Brufen para as dores que, como ainda tinha, acabei por não pedir a receita”.

“Hoje continuava com dores, mas mesmo assim foi para a escola. Ligou-me aflita com dores e fomos para Faro, para a Pediatria. Foi vista na triagem e eu inclusive mencionei que já tinha sido vista ontem (5/11/18) no SUB de VRSA e que tinha sido feito um raio X” disse a mãe.

Resultado? Um dedo fracturado, duas semanas de tala e consulta externa de ortopedia marcada, em vez do Brufen receitado no dia anterior (Foto D.R.)
Resultado? Um dedo fracturado, duas semanas de tala e consulta externa de ortopedia marcada, em vez do Brufen receitado no dia anterior (Foto D.R.)
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Segundo a mãe, “a pediatra que a atendeu mandou fazer imediatamente outro raio X e foi logo encaminhada para Ortopedia, onde foi examinada por um ortopedista que confirmou o dedo fracturado”.
Resultado? Duas semanas de tala, e consulta externa de ortopedia marcada.

SUB não facultou nomes dos intervenientes

Indignada, a mãe sai de Faro por volta das 16 horas e dirigi-se pelas 19 horas a Vila Real de Santo António, ao SUB, onde “já apresentei reclamação no livro. Pedi o relatório médico da minha filha com o número do episódio de urgência e irei até às últimas consequências para que os responsáveis sejam responsabilizados”.

A mãe já apresentou reclamação e pediu o relatório médico da sua filha com o número do episódio de urgência. Diz que irá "até às últimas consequências para que os responsáveis sejam responsabilizados” (Foto D.R.)
A mãe já apresentou reclamação e pediu o relatório médico da sua filha com o número do episódio de urgência. Diz que irá “até às últimas consequências para que os responsáveis sejam responsabilizados” (Foto D.R.)

Para a mãe da criança, ou, tanto o médico como a técnica de radiologia que não detetarem a fractura, “não sabem interpretar um exame ou o exame não foi feito como deve de ser, ignorando as queixas da paciente que se queixas de um dedo específico”.

“Uma coisa é certa, as coisas não vão ficar por aqui porque não se brinca com coisas sérias e muito menos com a saúde de crianças”, desabafou a mãe a quem nem os nomes dos intervenientes do SUB de Vila Real de Santo António foram-lhe facultado quando apresentou reclamação.

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