AS DEZ RESPOSTAS DE JUAN PABLO CORREIA: “Falhar na preparação é preparar-se...

AS DEZ RESPOSTAS DE JUAN PABLO CORREIA: “Falhar na preparação é preparar-se para falhar”

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Em cada edição do jornal POSTAL, damos a conhecer o lado mais pessoal e intimista de uma Personalidade que faz mais e melhor na região do Algarve. Na segunda entrevista da rubrica “As dez respostas de…”, ouvimos Juan Pablo Correia, um jovem que faz parte de uma nova geração de optimistas. Exerce as funções de coordenador internacional das empresas Unykvis e Algardata, empresas inovadoras nas áreas da tecnologia

O desporto em geral é uma das suas paixões. Qual deve ser a postura de um bom capitão de equipa?
Penso que essa resposta se estende à postura de um líder, por exemplo: sacrifício, compreensão e inclusão são, na minha opinião, as palavras-chave. No meu caso, o desporto que mais pratiquei foi o Basquete, que é um desporto de equipa, que exige grande articulação entre os elementos para a obtenção de resultados.

Sobretudo, acredito que o papel do capitão é o de tentar coordenar e harmonizar os elementos para tentar que a soma do todo seja superior à capacidade individual de cada um.

Arriscar nem sempre deve ser um acto calculado?
O risco depende da sensibilidade de cada um. A minha posição é que deve ser sempre calculado o risco inerente a uma decisão e, na medida do possível, diminuí-lo, dentro do possível, com os recursos disponíveis.

Há algum empresário que tenha sido decisivo na sua afirmação enquanto profissional?
Sem qualquer sombra de dúvida a minha referência profissional foram os meus pais. Evidentemente que numa esfera pessoal também o foram (e são), mas a nível profissional sempre foram o farol que me guiou para a tomada de todas as grandes (e pequenas) decisões. Depois, muita da influência vem dos autores que leio: Paulo de Vilhena, Napoleon Hill, Tony Robins, Augusto Cury, entre outros.

O Algarve continua mal defendido porque os algarvios são negligentes na sua própria defesa?
O Algarve é uma região que tem algumas particularidades. Mesmo o termo “Algarvio” não é de definição fácil, dado que temos vários tipos de Algarvios, por exemplo, temos os que nasceram no Algarve, temos os que, como é o meu caso, “imigraram” e cresceram aqui e temos os que se mudam para cá e que adoptam a região como “sua” (incluindo os estrangeiros).

Os Algarvios que, teoricamente teriam o papel de defender o Algarve, são, na minha opinião, aqueles que dependem da região para a sua subsistência. Sendo mais específico, quem sofre na pele, todos os dias, as disfuncionalidades e insuficiência da região. Um exemplo gritante são por exemplo os transportes públicos, que não estão estruturados para as características da região.

Agora, é complexo, como cidadão, ter impacto na defesa dos interesses da região. Existem aqui e ali excelentes iniciativas, para se aferirem questões de carácter urgente, ligadas à saúde, mobilidade e outras causas que são familiares aos Algarvios, no entanto, não me fica claro como poderei ser eficaz e resoluto na defesa dessas causas.

Estou disponível, no entanto, para numa só voz, defender acerrimamente esta região.

Tem um amor incondicional pela Região do Algarve ou também se zanga com Ela?
O meu amor pelo Algarve como região é forte. Tive oportunidade de residir em vários municípios, estudar também no Algarve, e faço aqui a minha vida profissional e familiar, portanto, do ponto de vista geográfico, praticamente todo o meu passado e presente são aqui. Não posso não ser grato e reconhecido à região.

Qual foi o melhor conselho de sempre que recebeu?
Falhar na preparação é preparar-se para falhar.

A criatividade na cozinha funciona melhor ou pior em conjunto?
Funciona muito melhor. Eu adoro cozinhar com a Daniela (que é a melhor parte de mim). Ela pesquisa receitas e vai comigo às compras e experimenta, comigo, os vários pratos que vamos cozinhando. Ela é fantástica em fazer-me melhorar as receitas, não as repetir (diz que lhe aborrece o mesmo sabor muitas vezes e eu concordo) e experimentar novos ingredientes. Faz com que a cozinha seja ainda mais prazerosa. Gosto muito dos momentos na cozinha com ela.

Devemos pensar muito antes de ter filhos, ou o ideal é não pensar demasiado?
É uma questão complexa. Penso que depende muito da dinâmica do casal essa decisão. Sobretudo, acredito que deve ser tomada em conjunto, tendo em consideração que tudo vai mudar (nalguns aspectos para melhor, noutros nem por isso). Agora, acho que pensar demasiado raramente traz decisões e pior do que uma má decisão é uma decisão que não foi tomada.

Acha que os estudantes universitários saem melhor ou pior preparados para o mercado de trabalho do que há uns anos?
Concordando com um colega com quem falei sobre o tema recentemente, acho que os estudantes têm mais informação e, portanto, saem com mais conhecimento técnico do que há uns anos, mas têm muito menos valores. Penso que a chegada ao mercado impõe alguma mudança de comportamento e de mentalidade. Temos bons profissionais, mas acho que estamos a ter piores pessoas.

O que considera importante numa empresa?
Uma empresa deverá ter boas pessoas, boa liderança, bons princípios, bons parceiros, bons clientes, bom produto/serviço e bom resultado. O quanto é importante cada factor e o significado do “bom” deixo ao critério de cada um (dos membros da organização).

A Pergunta ao entrevistador

Juan Pablo Correia: Se pudesse entrevistar qualquer pessoa no mundo quem seria e qual seria a primeira pergunta que lhe faria?

Henrique Dias Freire: Steve Jobs, mas como ele faleceu escolheria Bill Gates. E a minha primeira pergunta seria: Se pudesse acordar amanhã com uma habilidade ou qualidade nova, qual seria?

Escolhas da Minha Vida!

O Livro: “Pense e fique rico”,
de Napoleon Hill
A Bebida: Vinho
A Paixão: A Daniela
O Desgosto: A partida da Maria
O Homem: Pai e irmãos
A Mulher: Mãe
O Amigo(a): Poucos e excelentes

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