Tradição das Charolas e Janeiras cumpre-se em Loulé

Tradição das Charolas e Janeiras cumpre-se em Loulé

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Refira-se que os cânticos natalícios, bem como as canções ligadas ao Ano Novo e aos Reis, possuem uma expressão muito significativa na cultura popular algarvia (Foto D.R.)

O Município de Loulé volta a celebrar a tradição das charolas e janeiras associada às comemorações do Dia de Reis. Em Loulé, Alte e Querença decorrerão iniciativas ligadas a esta celebração. O Cine-Teatro Louletano acolhe já este sábado, 5 de janeiro, pelas 15h00, mais um Encontro de Charolas e Janeiras de Loulé. Neste encontro de partilha musical vão participar o Grupo de Janeiras da AGAL/Rancho Folclórico Infantil e Juvenil de Loulé, Charola das Barreiras Brancas/AGAL, Charola Flor da Juventude Nexense, Charola da Casa do Povo de Conceição de Tavira, Charola Ossónoba de Estoi, Grupo de Janeiras do Rancho Folclórico e Etnográfico de São Sebastião (Loulé).

Trata-se de uma organização da Associação Grupo dos Amigos de Loulé, com o apoio da Autarquia. A entrada é livre. Na noite deste sábado, a TUALLE – Tuna Afonsina de Loulé e Clube Hípico de Loulé irão levar os cantares das Janeiras às ruas, estabelecimentos comerciais e casas particulares da cidade de Loulé, cumprindo, desta forma, uma tradição fortemente enraizada da Noite de Reis. No domingo, 6 de janeiro, pelas 16h00, o Pólo Museológico de Querença recebe um Convívio de Janeiras. Em Loulé, os grupos Charola das Barreiras Brancas/AGAL e Charola da Casa do Povo de Santa Catarina da Fonte do Bispo animam a tarde na Avenida José da Costa Mealha, durante o evento do Bolo-Rei Gigante. Já na segunda-feira, dia 7 de janeiro, pelas 14h30, a Escola Profissional de Alte acolhe o Encontro Intergeracional de Janeiras.

Refira-se que os cânticos natalícios, bem como as canções ligadas ao Ano Novo e aos Reis, possuem uma expressão muito significativa na cultura popular algarvia, reflexo de diversas perceções mentais e simbólicas do universo religioso e das formas como o povo assimilou e reinventou os conteúdos bíblicos e as tradições orais ao longo do tempo. Um pouco por todo o Algarve, da serra ao mar, ecoam vozes que, aquecidas por uma fé fortemente enraizada ou pelo prazer do convívio social e do desafio criativo e artístico de manter e renovar a tradição, entoam versos em que celebram a rota para Belém, o canto do Presépio, os cantares do Ano Bom e os cânticos de Reis.

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