DECO: “ainda compensa contratar contas poupança-habitação?”

DECO: “ainda compensa contratar contas poupança-habitação?”

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A conta poupança-habitação ajuda a poupar no momento em que concretizar a compra do imóvel (Foto: D.R.)

A DECO responde…

É certo que os anos de ouro já lá vão, mas, se está a pensar comprar casa no prazo de, pelo menos, um ano, abrir uma conta poupança-habitação pode não ser má ideia.

Ainda que seja um produto em declínio, poderá ajudá-lo a poupar no momento em que concretizar a compra do imóvel. Nesta altura, terá de fazer face a um sem-número de despesas: impostos, seguros, escritura e registo, a que terá de juntar a entrada inicial e as comissões bancárias, se tiver de contratar crédito à habitação. Com uma conta poupança-habitação subscrita há, pelo menos, um ano, obtém uma redução nos encargos notariais e no registo predial.

Contas feitas, são 200 euros a menos, se recorrer ao serviço Casa Pronta, que permite tratar de todas as formalidades num único balcão, a um preço mais baixo.

Quando foram criadas, estas contas tinham como objetivo incentivar as famílias a poupar para a compra de casa. E faziam-no com argumentos de peso: uma generosa taxa de juro e, principalmente, benefícios fiscais.

No entanto, em 2005 foram eliminados os benefícios fiscais associados a esta conta – a sua principal vantagem – e desde então este produto perdeu a sua popularidade.

Voltamos a frisar: o desconto no notário e no registo é o único motivo pelo qual vale a pena manter uma conta desta natureza. Por isso, se já comprou casa e ainda é titular de uma conta deste tipo, pode sempre usá-la para amortizar o seu crédito, cujos juros serão, muito provavelmente, superiores ao que recebe nesse depósito. Esta estratégia vai ajudá-lo a reduzir a prestação, sobretudo porque a subida das taxas de juro poderá acontecer num futuro próximo.

Se não estiver a pagar um crédito à habitação, mas mantiver uma conta deste género, só há uma coisa a fazer: resgatá-la, de preferência na data de renovação (para não ser penalizado nos juros), e procurar alternativas mais rentáveis para aplicar as suas poupanças.

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