Frusoal faz o melhor que as novas tecnologias permitem

Frusoal faz o melhor que as novas tecnologias permitem

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Pedro Madeira, sócio-gerente da Frusoal, defende uma gestão consciente dos recursos (Foto: Ana Pinto / Postal)

A Frusoal é uma organização que até há pouco tempo era só de citrinos. Neste momento, engloba também abacates e diospiros. A nossa empresa atua no setor primário e acabamos por beber desenvolvimentos de alguns destes setores que estão aqui sentados à mesa, incluindo a Universidade do Algarve com a qual temos algumas parcerias. A partir do ano de 2000, a Frusoal passou a ter preocupações que se prendem com a gestão dos recursos, seja ele água, terra, seja o que for, não só por questões ambientais, que são importantes, mas também pela questão da sobrevivência.

Os custos da matéria-prima que nós produzimos foram baixando e nós fomo-nos vendo obrigados a encontrar estratégias para conseguir reduzir custos de produção. E para que isso aconteça, é lógico que temos de racionalizar ao máximo os recursos com os quais trabalhamos. Esses recursos, bebendo informação a essas empresas, a nível das regas com sondas e sistemas informáticos, permitem aos nossos técnicos estarem em casa e ligarem ou desligarem setores de rega, porque pode não estar prevista uma chuva e de repente chover e o técnico não precisa de se deslocar à exploração, pois, de casa, desliga a rega. Toda essa preocupação existe e a agricultura e citricultura, nomeadamente, funcionam com isso no dia a dia.

A nível dos agroquímicos com as produções integradas, com as certificações do Algarve e outras, fomos também minimizando o impacto da utilização dos agroquímicos nas nossas culturas. Não se consegue ir ao zero. Não se consegue passar pela natureza e não deixar estragos. É lógico que deixamos estragos e esses estragos são forçosos para que a nossa sobrevivência exista. No entanto, fazemos o melhor que sabemos e o melhor que as novas tecnologias nos permitem, mas há danos que acabam por ficar e outros a natureza consegue reciclá-los, outros provavelmente ficarão para as gerações vindouras.

Em termos do nosso setor, aquilo que fomos fazendo ao longo destes anos, e já vamos com aproximadamente 30 anos de atividade, foi precisamente isso: reduzir sempre o desgaste dos recursos naturais que nos são proporcionados.

(CM)

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