Quase metade da população mundial tem problemas de sono

Quase metade da população mundial tem problemas de sono

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“Aprender a conhecer o corpo, a mente, o horário e aquilo que valorizam é muito importante”, salientou Saúl Neves de Jesus (Foto Eunice Silva/Postal D.R.)

A Universidade do Algarve associou-se à iniciativa da World Sleep Society no âmbito das comemorações do dia mundial do sono, com o seminário “Qualidade de Sono e Saúde Mental” realizado no dia 15 de março.

A iniciativa, inserida nas comemorações dos 10 anos do doutoramento em psicologia, pretendeu consciencializar sobre a importância do sono para a saúde física e psicológica.

No seminário, os participantes foram alertados para as más práticas do sono e as suas consequências, assim como também algumas possíveis soluções para este problema. Ao mesmo tempo, tiveram a oportunidade de realizar um questionário para avaliar o problema.

Sono é um aspeto essencial na saúde

Desta forma, a qualidade do sono é um aspeto essencial na saúde, muitas vezes desvalorizado: 45% da população mundial relata problemas com o sono. Esta necessidade básica é associada, também, a determinadas doenças, existindo, assim, várias consequências que ocorrem devido à má qualidade do sono, tais como: uma diminuição da qualidade de vida, depressão, ansiedade e o tempo de resposta psicomotora.

Fatores como o ambiente, a luz, o ruído e a temperatura influenciam o nosso sono, pelo que devemos tentar proteger-nos. É aconselhada a não utilização de telemóveis e gadgets antes de dormir.

“Para dormir bem é necessária uma duração de cinco ou mais horas em que o sono seja constante, disse ao POSTAL Karina del Rio (Foto Eunice Silva/Postal D.R.)

O projeto contou com a coordenação do diretor do doutoramento em Psicologia Saúl Neves de Jesus, Vice-reitor da Universidade do Algarve, e com a colaboração de Nathalia Becker e Karina del Rio, ambas doutoradas em Psicologia.

Existem técnicas e estratégias para melhorar a qualidade do sono

“Para dormir bem é necessária uma duração de 5 ou mais horas em que o sono seja constante, ou seja, tenha continuidade e ao mesmo tempo seja profundo” disse ao POSTAL Karina del Rio.

Por sua vez, Saúl de Jesus disse ao POSTAL que “existem estratégias para melhorar o sono. Hoje em dia, as pessoas têm acesso à informação através da internet em que há artigos e exercícios para obter melhor qualidade no sono”, mas relembra que as pessoas “devem trabalhar o seu autoconhecimento porque aquilo que resulta com uns, não é aquilo que resulta com outros. Portanto, aprender a conhecer o corpo, a mente, o horário e aquilo que valorizam é muito importante”, salientou Saúl Neves de Jesus. “Devemos valorizar sempre o dormir, porque é fundamental para funcionarmos bem, quer física, quer mentalmente”, concluiu.

(Eunice Silva / Henrique Dias Freire)

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