Festival Som Riscado regressa a Loulé com muitas novidades

Festival Som Riscado regressa a Loulé com muitas novidades

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O Festival realiza-se de 11 a 14 de abril em Loulé (Foto: D.R.)

O Som Riscado – Festival de Música e Imagem de Loulé, que se realiza de 11 a 14 de abril, não esquece os mais pequenos e suas famílias, e a sua programação integra várias propostas originais e surpreendentes, todas em estreia a sul do país, que pretendem proporcionar experiências transformadoras para miúdos e graúdos, colocando-os em contacto com novas abordagens que primam pela originalidade e inovação artísticas.

Desde logo existe a proposta de Noiserv: uma instalação interativa que é montada no átrio do Cine-Teatro Louletano, em que o reconhecido multi-instrumentista proporciona momentos de alegria aos mais pequenos (crianças a partir dos 3 anos) estimulando o seu contacto precoce com a música.

“Noiserv nas tuas mãos” – assim se chama a proposta – é uma espécie de jogo de sinergias que desencadeia os diferentes sons atribuídos a várias funcionalidades num espaço físico, com crianças e adultos a experimentar as possibilidades da música de Noiserv. A instalação ainda pode ser visitada nesta sexta-feira e sábado, 12 e 13 de abril, das 10 às 23h e no domingo, dia 14, das 10 às 18h com entrada livre.

Ainda no domínio da reinvenção do som, o festival apresenta esta sexta-feira, 12 de abril, pelas 21h30, no palco do Cine-Teatro, o espetáculo “Manipula#Som”, do coletivo Radar 360º (Porto) – mais uma vez uma proposta que se estreia por terras do sul. Depois do grande sucesso da apresentação em Lisboa no Centro Cultural de Belém, esta criação de inegável qualidade e apuramento artísticos ruma agora a Loulé para encantar crianças (a partir dos 5 anos) e adultos, num concerto visual que alia a magia das artes circenses à manipulação experimental de sons proporcionando uma experiência verdadeiramente imersiva e sensorial a todo o público.

“Manipula#Som” acrescenta a dimensão sonora à expressão visual do malabarismo e, simultaneamente, aborda o som como matéria para esculpir e manipular. Depurado surge o gesto do manipulador, pronto para desencadear sequências, mecanismos, ritmos e outros padrões sonoros e visuais. Os objetos transformam-se e recriam-se.

O espetáculo tem um custo associado por pessoa de sete euros, com Cartão de Amigo aplicável. Este espetáculo é uma co-produção do Centro Cultural de Belém/Fábrica das Artes, Teatro Municipal do Porto – Rivoli . Campo Alegre e Radar 360º, com apoio à criação do Instituto Politécnico do Porto, Teatro Municipal do Porto e Circolando.

Mas o Som Riscado traz também a Loulé o mestre das esculturas sonoras: Lixoluxopóetico (nome artístico do criativo João Ricardo de Barros Oliveira. O prestigiado escultor plástico sonoro, que tem encantado espaços culturais de referência um pouco por todo o mundo, ruma pela primeira vez ao sul de Portugal para apresentar a performance “Há: som Directa”, que terá três apresentações dirigidas a famílias e público em geral, com entrada livre, limitada à lotação do espaço: 12 de abril (sexta-feira), pelas 14h, 13 de abril (sábado) às 17h e 14 de abril (domingo) pelas 16:30h. As sessões realizam-se na antiga sede do Atlético (Rua 5 de Outubro, 35 – vulgo “rua das lojas”).

Esta performance centra-se num alquimista que está a cozinhar uma estranha sopa no laboratório. A receita não contempla “ingredientes, normais como picles de Rock´n Roll, tomates Hip Hop ou batatas Tecno. Os seus ingredientes base são as combinações de instrumentos – esculturas sonoras MALcriadas, defeituosas e desafinadas, objetos, gentilmente condimentados para trazer ao de cima o seu rico aroma musicalÓsonoro.”

A dimensão da obra de Lixoluxopóetico abrange desde esculturas até à conceção de novos instrumentos e objetos sonoros, construídos a partir de todo o tipo de materiais, inclusive do lixo. A criação de objetos esculturais capazes de produzir sons com identidade própria, que nunca estão prontos e evoluem sempre para novas e inusitadas sonoridades, tem sido a sua cruzada de experimentação estética plástica e sonora.

Tendo o Cine-Teatro Louletano e o Auditório do Solar da Música Nova como epicentros, o Som Riscado envolve vários espaços da cidade de Loulé nas suas atividades, bem como diversos parceiros institucionais do Concelho de Loulé e da região, nomeadamente: Universidade do Algarve (Faculdade de Ciências Humanas e Sociais, Centro de Investigação em Artes e Comunicação [CIAC] e Escola Superior de Educação e Comunicação), Escola Secundária de Loulé, Escola Secundária de Quarteira, Escola EB2,3/Secundária da Bemposta (Portimão) e ETIC_Algarve (Faro). São media partners do festival a Antena 1, a Antena 3 e a RUA FM (Faro).

Para mais informações, inscrições e reservas os interessados podem contactar o Cine-Teatro Louletano pelo telefone 289 414 604 (terça a sexta-feira, das 13 às 18h) ou pelo email cinereservas@cm-loule.pt . Além disso, podem consultar a sua página de facebook – www.facebook.com/cineteatrolouletano ou o seu renovado website http://cineteatro.cm-loule.pt

(SP/CM)

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