Loulé: Colectivo 28 traz novo conceito à cidade

Loulé: Colectivo 28 traz novo conceito à cidade

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José Machado, Manoli Ortiz de la Torre, Sílvia Rodrigues e Sofia Correia são os rostos por trás do Colectivo 28 (Foto: Andrea Camilo)

Sofia Correia, Sílvia Rodrigues, José Machado Pires e Manoli Ortiz de la Torre são quatro artistas e designers que tiveram a oportunidade de se conhecer e “realizar mercadinhos e vendas através de pop-up stores inseridas nos projetos Loulé Criativo e Loulé Design Lab, desenvolvidos pela Câmara Municipal de Loulé”, tal como explica Sofia Correia ao POSTAL.

Mais tarde, partindo da vontade dos quatro empresários de “criar um novo conceito, uma coisa nossa e permanente, porque a loja do Loulé Design Lab é temporária”, os artistas uniram-se e avançaram com um “colectivo de 4 pessoas na porta 28, ao pé do mercado de Loulé, daí Colectivo 28”, adianta Sílvia Rodrigues ao POSTAL.

A loja, inaugurada a 12 de abril, despertou a curiosidade de diversos residentes e turistas que se dirigiram ao espaço. Nesta loja, os visitantes podem encontrar à venda produtos de quatro marcas, pertencentes a cada um dos empresários. Todas as peças expostas na loja são produzidas pelos próprios artistas, sendo que a loja conta com “um ceramista (José Machado Pires), têxteis tingidos com plantas e produtos naturais da serra algarvia (por Manoli Ortiz de la Torre), jóias em papel de jornal em que são utilizadas as combinações de cores do papel para as embelezar (Sigues by Sílvia Rodrigues) e uma marca que cruza os materiais naturais e locais com a tecnologia, em materiais muitos diversos (Oficina Poeta Azul por Sofia Correia)” tal como explica Sofia Correia em conversa com o POSTAL.

Para a inauguração, José Machado Pires criou canecas de barro, feitas à mão, com o logotipo do Colectivo 28 (Foto: Andrea Camilo)

A escolha da cidade de Loulé como berço desta iniciativa partiu, essencialmente, da forma como os artistas se conheceram e das oportunidades criadas, nomeadamente, a possibilidade de alugar aquele espaço: “entendemos que havia uma oportunidade para vender em Loulé, o nosso cliente passava por aqui. Surgiu a oportunidade de alugar esta loja, mas nenhum de nós o conseguiria fazer sozinho, até porque não temos horários que o permitam. A única solução foi juntarmo-nos os 4”, explica Sofia Correia ao POSTAL.

Para além do conceito de loja permanente já criado, os empresários pretendem levar este espaço mais além e abrir portas a outros “artistas, designers e artesãos permitindo-lhes estar temporariamente no nosso espaço. O nosso objetivo é criar uma oportunidade para que outros artistas possam lançar as suas marcas, as suas coleções ou apenas fazer uma exposição. Isso ainda não está definido, mas essa é a nossa vontade, dar futuramente uma oportunidade a outras pessoas de utilizarem o nosso espaço”, tal como explica Sílvia Rodrigues.

A disposição da loja foi criada de forma a poder ser alterada sempre que necessário, alterando toda a exposição dos artistas (Foto: Andrea Camilo)

(Andrea Camilo / Henrique Dias Freire)

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