POSTAL do ALGARVE associa-se às comemorações dos 45 anos da “Revolução dos...

POSTAL do ALGARVE associa-se às comemorações dos 45 anos da “Revolução dos Cravos”

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25 DE ABRIL – “Um povo sem memória não perpetua um país, preenche um espaço sem identidade” – Carlos Esperança (Foto: D.R.)

Nos 45 anos da “Revolução dos Cravos”, o “POSTAL do ALGARVE” associa-se às comemorações e publica todos os dias, durante o mês de Abril, um texto ou poema alusivos ao 25 de Abril.

Uma iniciativa organizada por Rui Cabrita, que decorre em simultâneo no jornal “Terra Ruiva”, do concelho de Silves.

 

 

O 25 Abril 1974 

O 25 de Abril ficou para a História como o Dia da Liberdade.

Liberdade para todos serem felizes; para darem asas aos seus sonhos; para serem amigos das outras pessoas. Liberdade com respeito pelos outros.

A Liberdade de Abril é também fraternidade, amizade, cooperação e ajuda. É respeitar a diferença na igualdade, é respeitar a dignidade de cada pessoa.

O 25 de Abril foi também o dia mais bonito da História de Portugal do século XX, foi o dia da festa, da alegria, da generosidade e de tudo o que tem de bom o Povo Português.

Foi um dia que fez história em Portugal e com esse dia Portugal e os portugueses fizeram história no mundo.

Os símbolos do 25 de Abril: a canção Grândola Vila Morena e o cravo refletem esse dia lindo em que conquistámos a paz, a liberdade de estudar e aprender, a democracia.

Foi o dia em que conquistámos a liberdade de ser felizes no nosso país, de não sermos obrigados a emigrar, de não sermos obrigados a ir para a guerra e podermos ver os filhos brincar, crescer, sorrir, ir à escola e aprender novas coisas.

Foi o dia em que pudemos olhar para o amanhã sem medo, com esperança no futuro, sem a preocupação de sermos espiados ou traídos.

Foi o dia da confiança nos outros e na humanidade.

O lado bom das pessoas manifestou-se com toda a generosidade naquela semana até ao dia 1º de Maio.

Abril mês das flores, marcou a História de Portugal, fez o milagre das espingardas dos soldados florirem de cravos vermelhos.

A metralha de Abril não foram as balas, foram os cravos e as ideias generosas, a liberdade e a fraternidade.

Por isso Abril continua no coração de muitos adultos e de muitas crianças que as saberão manter vivas e fortes, saberão tornar duradouro o espírito do 25 de Abril.

Almirante Manuel Beirão Martins Guerreiro

(CM)

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