Vídeo mostra cumplicidade da GNR com homicida contra dono do bar

Vídeo mostra cumplicidade da GNR com homicida contra dono do bar

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Veja o vídeo no final deste artigo

A morte com um tiro de caçadeira, no passado domingo, de Jorge Cabrita, dono de um bar/restaurante na Praia do Amado, no litoral de Aljezur, poderá vir a implicar seis GNR’s.

Segundo o vídeo que aqui reproduzimos, proveniente da videovigilância do estabelecimento de praia, três dias antes de um dos donos ter sido abatido com um tiro de caçadeira, o presumível homicida agrediu violentamente o irmão gémeo Gustavo Cabrita e terá os ameaçado de morte com a aparente conivência de seis elementos da GNR altamente armados que acompanhavam o agressor.

No vídeo vê-se ainda elementos da GNR que chegam, momentos depois, para separar o agressor da vítima e, logo depois, vê-se o agressor sair tranquilamente do estabelecimento, cujo um segundo vídeo aparentemente comprometedor já está na posse do jornal POSTAL.

Durante a agressão, vê-se um casal sentado à mesa, junto da porta de entrada, que acaba abalroado sofrendo igualmente ofensas à integridade física.

As agressões registadas em vídeo são bem explícitas nas ofensas à integridade física, quer de Gustavo Cabrita, quer do casal, pelo que, por se tratar de um crime semi-público, espera-se que o Ministério Público esteja a atuar em conformidade.

É importante referir que, quer nos crimes de natureza pública, quer semi-pública, as entidades policiais, os profissionais de saúde e os funcionários públicos são obrigados a denunciar esses crimes [Ver aqui link do Ministério da Justiça].

Recorde-se que o agressor foi esta segunda-feira presente a tribunal como suspeito da morte do dono do bar/restaurante e está indiciado pela prática de dois crimes, um de homicídio qualificado e outro de detenção de arma proibida.

O irmão da vítima publicou esta segunda-feira no seu mural o vídeo aparentemente comprometedor, onde diz:

“Pelas 20:48 horas do dia 25 de abril 2019, chegam 3 viaturas à porta do restaurante do Cabrita. Duas das viaturas eram da Guarda Nacional Republicana e a outra particular. Da viatura particular saiu André Lourenço e Marco Lourenço; das viaturas da GNR sairam 6 militares, fortemente armados com metralhadoras.

Enquanto os militares aguardavam à entrada da esplanada, André Lourenço avançou para dentro do restaurante com um cachecol nas mãos e foi direito ao dono. Pôs o cachecol ao pescoço de Cabrita e tentou puxa-lo para a rua. Não conseguiu o pretendido, então resolveu agredir com cabeçadas e socos, provocando a queda para cima de clientes que tomavam a sua refeição.

Só depois das agressões é que os militares atuaram – as imagens da videovigilância documentam tudo – e ainda tiveram uma atitude agressiva com o dono, e perguntaram se tinha armas, mesmo com este ferido a sangrar.

Soube-se posteriormente que André Lourenço telefonou à GNR de Aljezur dizendo aos militares que Gustavo Cabrita tinha armas. A primeira patrulha de militares, deslocando-se num Nissan Patrol, encontrou-se com André Lourenço em Carrapateira, aguardando outra patrulha, que se deslocava de Vila do Bispo. Combinaram o modo de ação: a dupla dos irmãos traziam Gustavo Cabrita para a rua e se este tivesse armas os militares intervinham”.

SAIBA MAIS:

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Detido o suspeito da morte do dono do bar de Aljezur

 

 

Disponibilizamos aqui para download o Vídeo Bar Aljezur

 

 

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