Com a diabetes todo o cuidado é pouco

Com a diabetes todo o cuidado é pouco

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Beja Santos
Assessor do Instituto de Defesa do Consumidor
Consultor do POSTAL

Nunca como hoje os temas ligados à saúde aparecem tão ventilados nos meios de comunicação, incluindo as plataformas digitais. Até já se fala no Dr. Google e na vastidão dos sites que abordam doenças, e nem todos são fiáveis, há que agir com enorme prudência, para não se ficar mais doente. Isto tem a ver com a nova realidade, um verdadeiro fenómeno social, a
que podemos chamar literacia em saúde, uma dimensão da cidadania, graças a ela podemos ganhar uma capacidade para ler, compreender e lidar com a informação de saúde, prevenir a doença ou tratá-la com mais motivação, mais aptidões.

Sabe-se perfeitamente que a diabetes é uma doença crónica, acompanha-nos toda a vida. Pouco ou nada pode ser feito para prevenir a diabetes tipo I, ela surge frequentemente em crianças e jovens. O seu aparecimento é repentino, manifesta-se através de vários sintomas: urinar muito, haver muita sede, às vezes uma fome desalmada, aparecer emagrecimento rápido, e dores, musculares ou de cabeça, náuseas e vómitos. O objetivo do
tratamento é de que o organismo consiga utilizar a glucose que se encontra no sangue e que estejam repostos os níveis normais de açúcar no sangue.

Avultam três elementos no tratamento desta diabetes: a insulina, a alimentação equilibrada e o exercício físico regular, tudo complementado pela autovigilância das glicémias. O tratamento com insulina faz-se pelo meio de injeções na gordura
por baixo da pele. Um regime alimentar adequado e uma atividade física apropriada contribuem para melhorar a compensação da diabetes e o bem-estar. Com literacia em saúde, aprende-se a viver com a diabetes de uma forma saudável.
A boa qualidade de vida do diabético passa pela prevenção de efeitos secundários e complicações tardias: lesões nos olhos, as conhecidas retinopatias, as lesões dos rins, as lesões nos nervos, o pé diabético, a disfunção sexual.

Para evitar as lesões nos olhos, impõe-se a visita regular ao oftalmologista, a este compete mandar fazer uma angiografia à retina (fotografia da retina), decidir se se deve fazer a fotocoagulação (destruição das lesões da retina mediante laser).
O fundamental é prevenir as lesões oftalmológicas, detetar também cataratas (opacificação do cristalino) provocadas pela diabetes ou glaucoma (aumento excessivo de pressão intraocular que pode lesionar o nervo ótico, é frequente nas pessoas co diabetes).

Por fim, saber respeitar a sua sexualidade, ela é essencial para a sua autoestima e equilíbrio emocional. Nos homens, o transtorno sexual mais frequente que pode surgir a longo-prazo devido
à diabetes é a disfunção erétil. Na mulher pode surgir uma diminuição da lubrificação vaginal ou do desejo sexual. Fale sempre com o seu médico, o silêncio é o pior inimigo.

(ES/CM)

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