Albufeira ganha viatura de combate a incêndios

Albufeira ganha viatura de combate a incêndios [fotogaleria]

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Os Bombeiros Voluntários de Albufeira estão agora melhor preparados para fazer face a incêndios urbanos e florestais, graças a um novo veículo de combate a incêndios, com capacidade para transportar 18 mil litros de água. 

A viatura, com características únicas em termos de capacidade de resposta, foi adquirida com o apoio financeiro da autarquia que comparticipou integralmente a operação pelo valor de 206 mil e 170 euros. A entrega da viatura decorreu na passada quarta-feira, em frente ao edifício dos Paços do Concelho. Nos últimos quatro anos, a autarquia investiu mais de 900 mil euros na aquisição e modernização de equipamentos, veículos e infraestruturas dos “Soldados da Paz”.

O presidente da Câmara Municipal de Albufeira referiu que a entrega do novo veículo aos Bombeiros “é um momento carregado de simbolismo, uma vez que que se trata de um equipamento que vai contribuir para que Albufeira continue a ser um concelho cada vez mais seguro. É uma mais-valia para a missão dos Bombeiros, nomeadamente no que respeita ao combate aos incêndios urbanos e florestais”.

José Carlos Rolo sublinhou que devido à complexidade do concelho “com imensos picos de população e a confluência de várias vias de comunicação, Albufeira é difícil sob vários aspetos, com particular incidência no que respeita à Proteção Civil, Segurança Rodoviária e Emergência Médica, pelo que a Câmara Municipal irá continuar a ajudar os bombeiros, porque os meios de que dispõem são insuficientes e porque é impossível conceber uma sociedade sem eles”.

No período compreendido entre 2016 e 2019, o município entregou aos Bombeiros Voluntários de Albufeira (BVA) equipamentos avaliados em mais de 900 mil euros.

Em 2016, 1 veículo urbano de combate a incêndios e equipamento de proteção individual (317 mil e quarenta e sete euros), em 2017, comparticipação na aquisição de 1 carrinha de transporte de passageiros, 1 embarcação de salvamento aquático, aquisição de 100 pares de botas, substituição da cobertura do quartel, aquisição de 1 veículo de cabine dupla e caixa aberta e duas motos de emergência médica (258 mil 776 euros), em 2018, equipamento de salvamento e desencarceramento e realização de obras no Quartel (137 mil 427 euros) e já em 2019, na passada quarta-feira, 1 veículo de combate a incêndios urbanos (206 mil 170 euros).

José Carlos Rolo frisou sentir-se muito honrado por “presidir a uma associação e a um concelho onde os nossos bombeiros têm pugnado pela dedicação e profissionalismo” e aproveitou o momento para dar os parabéns ao comandante e aos “soldados da paz”, aos presidentes das Juntas de Freguesia do Concelho, que têm assinado protocolos com a corporação, e à comunidade albufeirense pela confiança que tem nos seus Bombeiros e pela ajuda que também tem dado na medida das suas possibilidades.

Ao comandante António Coelho coube a responsabilidade de apresentar o veículo que qualificou de “caráter único”, com capacidade para debitar 6 mil a 7,5 mil litros de água por segundo, que vai até aos 18 mil litros “uma mais-valia considerando as características do concelho, que se distribuem entre riscos urbanos e rurais”.

A viatura tem 4 eixos motrizes e 500 cavalos de potência, “o que nos dá uma autonomia que de que não dispúnhamos e que é essencial, uma vez que a resposta de proteção e socorro é sempre feita em cooperação com outros corpos de Bombeiros e qualquer corporação demora, em média, 50 minutos a 1 hora a fazer-nos chegar os reforços”. A justificar a afirmação, referiu que os Bombeiros de Albufeira já têm participado em grandes incêndios, entre superfícies comerciais e outros locais, em que uma das maiores dificuldades foi, precisamente, o aporte de água para garantir um combate permanente. “Hoje temos instalada uma capacidade imediata de resposta de 40 mil litros de água de apoio, para além da água que está nos outros veículos de combate a incêndios”.

António Coelho disse que a nova viatura é um equipamento moderno, com tecnologia de ponta que vem beneficiar não só o concelho, mas toda a região, tendo sublinhado que o combate aos incêndios urbanos “assume-se como uma necessidade mais efetiva, em termos de segurança e prontidão face aos riscos humanos e materiais que estão sempre presentes”.

De acordo com informação disponibilizada pelo comandante, nos dois últimos anos os valores totais de incêndios urbanos relevantes mantiveram-se constantes em valores absolutos, que se cifraram em 62 ocorrências, em 2017 e 64 ocorrências, em 2018, na área de atuação própria dos BVA.

Para além destas ocorrências, são também chamados a atuar em concelhos limítrofes, ou na região, o que faz subir os números para mais uma dezena e meia de intervenções. Só este ano, em relação a período homólogo, os Bombeiros de Albufeira já responderam a 19 ocorrências relevantes no âmbito de incêndios urbanos, na sua área de atuação própria, a que se juntam 7 ocorrências fora do concelho.

Em relação aos incêndios rurais, de natureza florestal, o histórico de resposta anual regista cerca de centena e meia de ocorrências, sendo que 65% ocorre fora do concelho. Este ano, já se verificaram 33 ocorrências, sendo que cerca de 2/3 das situações ocorreram no concelho de Albufeira, quando o período crítico de incêndios ainda nem começou.

Refira-se que nos últimos 5 anos, o corpo de BVA respondeu a um total de 333 ocorrências relevantes (onde se incluem acidentes rodoviários e/ou atropelamentos com vítimas graves ou mortais, acidentes de trabalho com vítimas graves, quedas de pessoas em arribas ou em estruturas, agressões ou suicídios, incêndios urbanos e florestais com elevados prejuízos materiais), o que representou um aumento de 70% em relação aos valores anuais do início daquele período.

Entre as várias ocorrências de dimensão grave, refira-se as cheias em Albufeira em novembro de 2015, o incêndio urbano no Retail Park da Guia, o acidente com o autocarro turístico na A22 e a participação em incêndios rurais de grandes dimensões, como no centro do País, em 2017, e o grande incêndio florestal de Monchique em 2018.

(SP/CM)

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