Cinco centenas de velejadores lutam pelo título mundial de 420 em Vilamoura

Cinco centenas de velejadores lutam pelo título mundial de 420 em Vilamoura

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O campeonato tem lugar em Vilamoura (Foto D.R.)

O campeonato do mundo de vela da classe 420 teve início esta quinta-feira, 4 de julho, com a cerimónia de abertura e o desfile dos 462 velejadores oriundos de 24 países que, até ao dia 11 de julho, vão lutar ao largo de Vilamoura pelos títulos mundiais.

“Esta classe, destinada a velejadores a partir dos 14 anos, é a maior importante classe júnior do mundo com dois tripulantes e assume-se com rampa de lançamento para as classes olímpicas, nomeadamente a 470”, conforme refere a organização.

A competição realiza-se pela terceira vez em Portugal e pela primeira vez em Vilamoura.

“Vilamoura é uma base de treino das equipas olímpicas durante o inverno e no verão a aposta é na organização de grandes provas internacionais para jovens. Muitos deles serão, no futuro, atletas olímpicos, e vão levar Vilamoura marcado na memória”, explica Nuno Reis, diretor do evento.

É também essa a expetativa dos velejadores neozelandeses Seb Menzis e Blake McGlashan, que estão em Vilamoura para defender o título mundial de 420 mas afastam, para já, a pressão do favoritismo.

“Nestas provas é importante verificar os mais pequenos detalhes e há rivais muito complicados, como os espanhóis, que ficaram em 2º e 3º lugar no ano passado e têm a maior frota e um nível muito elevado”, considera Blake McGlashan, acrescentando que Vilamoura “é um local bonito, solarengo e com ótimas condições” para a vela.

Segundo reforça a organização, “esta sexta-feira têm início nos dois campos de regatas ao largo de Vilamoura as regatas de treino dos velejadores inscritos, seguindo-se no dia seguinte e até segunda-feira, dia 8, as regatas de qualificação. De terça-feira (dia 9) a quinta-feira (dia 11) decorrem as finais nas categorias Open, Women’s e Under 17”.

Ao todo, o Vilamoura Sailing estima que o mundial atraia um total de 1500 pessoas à região, entre velejadores, treinadores, staff e acompanhantes, garantindo à hotelaria e restauração da região mais de dez mil dormidas e aproximadamente 42 mil refeições, gerando um impacto económico na região de 2 milhões e meio de euros.

(Stefanie Palma / Cristina Mendonça)

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