Galeria ARCO: um spot criativo em Faro

Galeria ARCO: um spot criativo em Faro

771
PARTILHE
Eduardo Pinto; membro da ALFA;
@eduardopinto.soares

Nas minhas recordações dos anos 90 em Faro existem dois espaços que, para mim, sempre foram sinónimo de ver exposições de arte com grande qualidade, as duas galerias municipais TREM e ARCO, situadas na cidade velha de Faro e que eu visitava regularmente. De 1990 a 2003 a direção esteve a cargo do artista natural da cidade Manuel Baptista que nos deu acesso, sem sair da cidade, a apreciar obras de artistas de grande renome nacional e internacional, como Pedro Cabrita Reis ou Jorge Molder, com a sua impressionante série fotográfica The Secret Agent (1991).

Por volta de 2008, o espaço de uma das galerias, a ARCO, passa a ser partilhado por três associações culturais locais. Continuou a ser um lugar onde as visitas não se destinam só a contemplar a magnífica vista da Ria Formosa, mas também  à aposta de uma programação focada nas indústrias criativas, em concertos musicais, artes performativas e exposições quase exclusivamente de fotografia.

Desde 2010 tenho acompanhado a ALFA – Associação Livre Fotógrafos do Algarve, como sócio, amigo e participante em passeios e viagens fotográficas  de lazer.

Agora, no início deste Verão, surgiu o convite para eu montar uma exposição fotográfica na ARCO, com fotografias que já tinha mostrado em Espanha, no Teatro Del Mar (Punta Umbría) e no Centro Cultural Casa Grande (Ayamonte),  intitulada ”LIFE – TIME”.

“Algumas fotografias podem contar toda uma vida, outras só recordam breves segundos… mas para sempre“

A exposição integrou a programação do Açoteia – Faro Rooftop Festival e a esplanada da ARCO foi uma entre as duas dezenas de spots aderentes da primeira edição de um evento pioneiro que quer marcar a diferença em Portugal.

Para além de ser composto pela parte física com fotografias emolduradas – memórias fotográficas de 2016 até duas décadas atrás, também tem uma componente audiovisual com pequenas histórias vídeo-fotográficas que podem de alguma forma interessar ao visitante e complementar uma memória futura.

“Algumas fotografias podem contar toda uma vida, outras só recordam breves segundos… mas para sempre“.

A exposição estará patente até Agosto de 2019 e tem entrada livre.

(Artigo publicado no Caderno Cultura.Sul de julho)

(CM)

Facebook Comments

Comentários no Facebook