Algarvios do Ano: POSTAL revela mais 6 nomeações

Algarvios do Ano: POSTAL revela mais 6 nomeações

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Várias centenas de nomeações dos leitores estão a chegar à nossa redação para a eleição da iniciativa inédita “GALA 2019 POSTAL”.

As nomeações estão abertas a todos os nossos leitores

Nesta edição, revelamos mais seis personalidades, indicadas pelos nossos leitores, cuja redação do POSTAL selecionou para as áreas da “JUSTIÇA” e “EDUCAÇÃO E FAMÍLIA”. Recorde-se que na passada edição do POSTAL foi revelado as três nomeações na área da SOLIDARIEDADE.

Continue a participar. Saiba como!

A iniciativa do jornal POSTAL do ALGARVE vai eleger as Personalidades do Algarve, três por cada área, cujas vencedoras serão anunciadas na “Gala 2019” no prestigiado Casino de Vilamoura no próximo dia 12 de outubro, sábado às 19:30.

As nomeações aos “Algarvios do Ano” estão abertas a todos os nossos leitores. Basta indicar o nome de uma Personalidade que o leitor considere relevante nestes últimos 12 meses para o Algarve e, sucintamente, a razão da sua nomeação.

Como inscrever-se no jantar da Gala do Postal 30 Anos – Prémios Excelência
As personalidades vencedoras serão anunciadas na “Gala 2019” no Casino de Vilamoura
no próximo dia 12 de outubro (Fotos D.R.)

As nomeações podem ser enviadas para:

JUSTIÇA:

Luísa Barahona

Procuradora no Tribunal de Família e Menores de Portimão

Desde setembro de 2015, Luísa Barahona assumiu o cargo de Procuradora no Tribunal de Família e Menores, em Portimão. Considerada, especialmente por alguns profissionais na área da justiça, como uma “grande lutadora na salvaguarda do superior interesse das crianças”.

Infelizmente, após a sua chegada ao Algarve, Luísa Barahona viveu o drama da morte do seu pai e do seu marido, Francis Tréjaut, que acompanhou por vários hospitais, já no último estádio de uma doença cancerosa diagnosticada cinco meses antes do falecimento de Francis.

Estes acontecimentos, para além de lhe provocarem uma depressão profunda, agravaram a sintomatologia da sua doença de Menière de uma forma notória.

Hoje, ao fim de duas a três horas de trabalho ao computador com a luminosidade adaptada por um técnico, fica com zumbidos que se acentuam de forma brutal com o cansaço e o stress, levando mesmo ao súbito e brutal turvar da visão. Luísa já perdeu 100 % da audição do ouvido direito e 50 % do esquerdo.

As luzes de neon da sala de audiências e o cansaço provocado por diligências, sucessivas, obrigaram- na a pedir a interrupção das mesmas, com a agravante que a juíza que trabalha consigo vê-se obrigada a repetir parte dos depoimentos dos presentes.

Mesmo assim, Luísa nunca deixou de ser uma grande Mulher de coragem, sempre com o espírito nobre de missão em prol dos outros, particularmente das crianças.

Paulo Sepúlveda

Procurador-adjunto na Instância Criminal de Loulé da Comarca de Faro

Paulo Sepúlveda nasceu em Lisboa em 1971 e estudou Direito na Universidade Lusíada de Lisboa, onde se formou em 1995.

Diz quem o conhece bem que é uma pessoa inspiradora e empenhado na sensibilização dos direitos dos animais.

Exerceu a profissão de advogado até ingressar, em 2010, no Centro de Estudos Judiciários, no Curso Espacial de Formação de Magistrados do Ministério Publico. Foi auditor de justiça no Diap de Évora até final de 2010. Fez o estágio na magistratura do Ministério Público no Tribunal Judicial de Portimão. Foi colocado como procurador- -adjunto em Portimão, Vila Real de Santo António, Olhão e atualmente exerce funções na Instância Criminal de Loulé da Comarca de Faro, onde representa o Ministério Publico nos julgamentos.

É autor do livro “Investigação dos crimes contra animais de companhia na perspetiva do Ministério Publico”, da editora Petrony, tendo desde a sua publicação participado em várias palestras em todo o país, a última das quais no âmbito do I Congresso Nacional de Direito Animal, realizado em 2019 na Casa das Histórias de Paula Rego em Cascais, organizada pela Câmara Municipal de Cascais e a ONDAID com o patrocínio da magazine Miau. Foi entrevistado no programa da SIC “Linha Aberta – Hernâni Carvalho”, episódio de 10.05.2018, acerca do livro de que é autor. Escreveu vários artigos de opinião jurídica acerca do Direito Animal no jornal Público e na revista Miau.

É casado com Filipa Vilhena também procuradora- adjunta a qual colaborou com o autor na elaboração do livro. Reside em Loulé e tem uma filha de 11 anos de idade.

Susana Correia

Coordenadora da Delegação Regional do Algarve da DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor

Diz quem a conhece que é sonhadora, sensível e profundamente intuitiva, que precisa de fazer a sua parte para construir um mundo melhor, “defendendo o sul”.

Susana Correia licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa em 2007 e caracteriza-se pela sua capacidade de ouvir e de se colocar no papel do outro.

Desde 2010, é coordenadora da Delegação Regional do Algarve da DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor, onde iniciou as suas funções como jurista em 2009.

Técnica especializada na área do Consumo, apresenta ainda vasta experiência como oradora em sessões de esclarecimento e seminários organizados pela Aassociação, que têm contribuído para o empoderamento dos consumidores algarvios.

Lidera uma equipa jovem e altamente motivada que tem desenvolvido com sucesso ações regionais com impacto nacional, desde o combate às vendas agressivas, passando pela rotulagem dos alimentos até ao sector dos transportes públicos coletivos e questões relacionadas com a consciência ambiental e alterações climáticas.

Com perceção dos reais problemas da região, resultante do contacto de proximidade dos atendimentos realizados, procura com o seu trabalho diário colmatar essas assimetrias.

Encontra-se inscrita na Ordem dos Advogados desde Novembro de 2010, exercendo em prática individual, centrando a sua atuação na advocacia preventiva.

EDUCAÇÃO e FAMÍLIA

Jorge Leitão

Advogado e presidente da Associação Algarvia de Pais e Amigos de Crianças Diminuídas Mentais

Jorge Leitão nasceu a 13 de julho de 1954 e estudou Direito. Foi monitor de Direitos Reais da Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa e juiz de Instrução Criminal do Tribunal de Faro.

Pertenceu, igualmente, à Assembleia Municipal de Faro, cujas funções exerceu com “grande humildade, assertividade e bom senso”, segundo disseram ao POSTAL alguns colegas de bancada.

A sua atividade como advogado é extensa, cerca de 40 anos, e teve sempre grandes preocupações humanas, com especial dedicação aos mais desfavorecidos. Reformado há pouco anos, mantém ainda grande atividade altruísta, colaborando regularmente com várias associações, nomeadamente Caritas de Faro, Cruz Vermelha de Olhão, Provectus de Faro (ligado à terceira idade) e Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Faro.

O seu empenho é inspirador no trabalho e no serviço social a favor destas instituições, mas igualmente a favor de pessoas particulares com necessidades económicas. Da sua atividade “pro bono”, também é presidente da direção da prestigiada Associação Algarvia de Pais e Amigos de Crianças Diminuídas Mentais (AAPACDM), com sede em Faro.

Em 2018, a GALA POSTAL 30 ANOS distinguiu a AAPACDM como uma das 30 instituições mais relevantes nos últimos 30 anos. Nesse mesmo ano, Jorge Leitão foi agraciado com a Medalha de Mérito Grau Ouro, da Cidade de Faro.

Luís Villas-Boas

Psicólogo Clínico e Diretor do Refúgio Aboim Ascensão

Luís Villas-Boas é psicólogo clínico e diretor do Refúgio Aboim Ascensão.

A instituição foi fundada em 1933, em Faro, primeiro como lactário e centro de apoio a mães solteiras. Depois, prosseguiu como serviço médico de recém-nascidos e prematuros. Desde 1985, o Refúgio Aboim Ascensão sofreu remodelações de base, no que concerne quer ao equipamento, quer ao enquadramento sociojurídico e clínico-pedagógico das crianças temporariamente internadas, em emergência.

Com mérito reconhecido nacional e internacionalmente, o Refúgio é hoje um grande Centro de Acolhimento Temporário de Emergência – o primeiro a ser criado em Portugal, para crianças em risco de ambos os sexos, desde recém- nascidos até aos seis anos de idade.

A Emergência Infantil foi criada com a visão e a “alma” de Luís Villas-Boas, a 1 de Agosto de 1985, para designar o trabalho de acolhimento em prol de crianças em grave risco, com idades compreendidas entre os zero e os seis anos, que vinha sendo desenvolvido e formatado no Refúgio Aboim Ascensão.

Visa, prioritariamente, a rápida integração da criança na sua família natural e surge como a 1ª formulação de centro de acolhimento técnico e temporário que se conhece em Portugal.

Ao longo destes anos, a Emergência Infantil afirmou-se diferencialmente pela eficácia observada, nacional e internacionalmente, da sua proposta interventiva: “o direito a ter um colo”, enquanto não há família.

Rute Rocha

Docente de Biologia na Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve e Comunicação da Universidade do Algarve

Licenciada em Biologia na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto em 1997, concluiu o doutoramento em Educação na Faculdade de Ciências da Educação da Universidade de Huelva em Espanha em 2006.

Rute Rocha é docente na área da Biologia, na Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve, desde 1999, onde foi diretora da Licenciatura em Educação Básica e membro da comissão coordenadora do Mestrado em Educação Social, sendo agora diretora do Mestrado em Ensino do 1º e 2º CEB Ciências e Matemática.

Investigadora na área da Aprendizagem, esteve como “Visiting Professor”, na Faculdade de Educação da Universidade de Ottawa (Canadá), em 2014, e liderou o estudo de investigação internacional Animals “R” us, com a colaboração da Universidade de Ottawa, o Little Ray’s Reptile Zoo de Ottawa e o Zoomarine parque (Portugal).

Tendo diversas publicações nas áreas da Educação Formal, Educação Ambiental e Educação Social, escreve regularmente sobre problemáticas sociais e ambientais numa publicação online com a rubrica “Animals R us”.

Coordena um projeto de voluntariado no Refúgio Aboim Ascensão, com intervenção epigenética e comportamental de crianças (4-5 anos de idade), com recurso a interação com animais e participa no projeto de implementação de uma Justiça Restaurativa na jurisdição das crianças em curso no Juízo de Família e Menores de Mafra (Comarca de Lisboa Oeste.

(CM)

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