Governo admite agora contratar médicos estrangeiros enquanto emigração de médicos triplica

Governo admite agora contratar médicos estrangeiros enquanto emigração de médicos triplica

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A ministra da Saúde, Marta Temido, admite contratar médicos estrangeiros e do setor privado para preencher a falta de profissionais nos hospitais públicos do Algarve.

Depois do POSTAL ter noticiado em primeira mão que a urgência de neonatologia e bloco de partos podiam fechar, o Centro Hospitalar do Algarve admite dificuldades.
Depois do POSTAL ter noticiado em primeira mão que a urgência de neonatologia e bloco de partos podiam fechar já em setembro, o Centro Hospital do Algarve admite dificuldades (Foto Ana Pinto / POSTAL D.R.)

As afirmações foram feitas ontem à comunicação social (ver AQUI o registo da RTP) em resposta às faltas de médicos nos hospitais do Algarve.

Depois do POSTAL ter noticiado em primeira mão que a urgência de neonatologia e bloco de partos podiam fechar já em setembro, o Centro Hospital do Algarve admite dificuldades já a partir deste fim de semana, especialmente nas urgências noturnas de neonatologia e obstetrícia.

A situação de falta de médicos dos hospitais de Faro e Portimão agravou-se com vários profissionais de baixa por doença, licença de maternidade e apoio à família.

Triplicam médicos que querem ir para o estrangeiro

Entretanto, os presidentes das secções regionais da Ordem do Médicos do norte, do centro e do sul já assinaram este ano e até agora 386 certificados, o triplo de 2018, quando passaram 130 sensivelmente no mesmo período, avança o Diário de Notícias.

Desde 2014 que o número de médicos a sair do país tem vindo a aumentar, tendo-se registado uma pequena redução em 2016 e 2017. Em 2018, o alarme voltou a soar: os pedidos de certificados ultrapassaram os de 2015, quando tinha havido um recorde com 475.

Segundo a Ordem dos Médicos, nos primeiros seis meses de 2018 tinham sido passados 130 certificados em todo o país. Mas a contabilidade agora dada ao DN pelas três secções regionais, norte, centro e sul, dá conta de um total em todo o ano de 2018 de 555 certificados. O norte assinou 269 pedidos, o centro 31 e o sul 256.

Neste ano, nos primeiros seis meses, o norte já registou 133 pedidos, o centro 23, quando no período homólogo de 2018 tinha recebido 12, e o sul já vai nos 230, quase tantos como os do ano passado. No total, recebeu 386 pedidos.

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