Greve dos motoristas: Marina de Vilamoura pode ficar hoje sem combustível

Greve dos motoristas: Marina de Vilamoura pode ficar hoje sem combustível

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A Marina de Vilamoura, no concelho de Loulé, pode ficar hoje sem combustível para fornecer às embarcações que acolhe, devido à greve de motoristas de matérias perigosas, disse a diretora da infraestrutura náutica algarvia.

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A diretora da marina de Vilamoura, Isolete Correia, lamentou que a greve dos motoristas de transporte de matérias perigosas, que se iniciou às 00:00 de segunda-feira por tempo indeterminado, esteja a deixar a região do Algarve em dificuldades no mês mais forte do turismo e a obrigar a limitar a 200 litros o combustível que as embarcações podem abastecer.

“Estamos à espera que nos venham abastecer. Ainda não esgotou, mas já estamos a racionar e está próximo de acabar”, afirmou Isolete Correia, frisando que o “limite de 200 litros por embarcação” está em vigor “desde segunda-feira”, quando se iniciou a greve.

200 litros de gasóleo para uma embarcação é uma quantidade que “não dá para nada”

A mesma fonte sublinhou que 200 litros de gasóleo para uma embarcação é uma quantidade que “não dá para nada” e advertiu que não se sabe ainda quando vai poder ser feito o reabastecimento dos tanques de armazenamento de combustível da marina.

“Não tenho indicação quando vai chegar. Hoje liguei e não me sabem dizer quando vai chegar”, disse Isolete Correia, estimando que “no final do dia de hoje possa deixar de haver combustível” para vender às embarcações.

A diretora da marina de Vilamoura disse ainda esperar que esta situação de greve e de dificuldade no abastecimento “passe depressa”, porque a região está “em época alta” de turismo e o prolongar da greve, “para o país, é de facto lamentável, nesta altura do ano”.

Fonte da marina de Portimão também reconheceu à Lusa a existência de dificuldades no abastecimento e adiantou que já “só há gasóleo” nos tanques desta infraestrutura marítima.

À semelhança do que acontece com a marina de Vilamoura, também em Portimão “ainda não se sabe quando poderá vir a ser feito o abastecimento de combustíveis”.

(CM)

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