Avança recuperação do pavimento em madeira da Catedral de Silves

Avança recuperação do pavimento em madeira da Catedral de Silves

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As obras de recuperação do pavimento em madeira da Catedral de Silves começaram ontem.

A Catedral de Silves é Monumento Nacional desde 1922. (Foto D.R.)

O pavimento em madeira do templo encontra-se bastante mal tratado sobretudo devido às condições ambientais do espaço (nomeadamente o excesso de humidade outrora ali existente) e à ausência ou realização de manutenções deficientes e restauros dissonantes. Contudo, apesar de todos estes fatores de degradação e alteração, a qualidade da madeira existente confere ao conjunto um bom estado de conservação, pelo que importa recuperá-lo.

Os trabalhos estão a cargo do Serviço de Conservação e Restauro da Divisão de Cultura, Turismo e Património e do Serviço de Carpintaria da Divisão de Obras Municipais e Trânsito da autarquia, que realizarão trabalhos para reparar patrologias e danos identificados.

A intervenção deverá ter uma duração de cerca de 92 dias e seguirá uma metodologia com elevado caracter conservativo, nomeadamente procedendo-se à recuperação da madeira existente, à sua limpeza, desinfestação, consolidação, preenchimento de lacunas, substituição de restauros dissonantes e aplicação de camada de proteção.

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A intervenção neste espaço, classificado como Monumento Nacional, foi previamente aprovada pela tutela – a Direção Geral do Património Cultural -, tendo sido desenvolvido antecipadamente o diagnóstico do estado de conservação pela equipa de Conservação e Restauro da autarquia, recorrendo a um minucioso mapeamento de patologias.

“Esta intervenção pretende garantir a salvaguarda do pavimento existente, seguindo o princípio da intervenção mínima que deve orientar sempre as intervenções de conservação e restauro, bem como a segurança das pessoas que circulam diariamente por aquele monumento nacional”, explica a Câmara de Silves em comunicado de imprensa.

De salientar que a Sé de Silves, cuja construção teve início no século XIV (sendo a cátedra do Bispo do Algarve até 1577), possui características arquitetónicas e estilísticas dessa época (gótico). Após o terramoto de 1755 e das obras realizadas no espaço em sua consequência ganhou uma feição Barroca, materializada na Torre Sineira e na Porta do Sol. É Monumento Nacional desde 1922.

As obras serão realizadas pela Câmara de Silves em colaboração com a Paróquia de Nossa Senhora da Conceição de Silves, entidade responsável pela utilização diária daquele edifício.

(CM)

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