De honra e palavra

De honra e palavra

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Eu sei que é só um armário, mas a senhora vendeu-mo.

A OPINIÃO de ANA AMORIM DIAS Escritora www.anaamorimdias.blogspot.com anamorimdias@gmail.com

Perguntei se queria que fizesse a transferência do valor pois só o podia ir buscar dias depois. Especifiquei o dia, deixei o meu telefone e quando, na data combinada, mandei mensagem para confirmar a hora, a desonrada senhora respondeu: “Olhe já vendi, desculpe. Veio cá um senhor a semana passada.”

Não me passei por ficar sem o armário, estantes há muitas; o que me enfureceu foi a falta de coluna vertebral no carácter de que tanta gente padece.

Será normal isto de não se ter palavra?

Será aceitável?

Será caso para ficarmos quietos e calados, deixando passar em branco as lacunas comportamentais de quem (sabe-se lá por que motivo) não tem o que de mais nobre podemos ter?

Fico triste.

Por haver tanta falta de palavra.

Pior. Por ser normal.

(CM)

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