Algarve cria rede de apoio ao empreendedorismo e emprego

Algarve cria rede de apoio ao empreendedorismo e emprego

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Cerca de 140 milhões de euros do CRESC Algarve 2020 destinam-se a apoios no âmbito do sistema de incentivo a empresas
Cerca de 140 milhões de euros do CRESC Algarve 2020 destinam-se a apoios no âmbito do sistema de incentivo a empresas

O apoio ao empreendedorismo e à criação de emprego no Algarve é o objectivo da Rede Regional de Apoio ao Desenvolvimento Económico e Social (RRADES), hoje formalizada em Loulé, entre 38 parceiros institucionais e associativos.

“O grande objectivo é criar emprego”, disse à Lusa o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), Jorge Botelho, à margem da apresentação do projecto, que inclui a criação de uma base de informações única regional de serviços e apoios aos empresários que querem investir no distrito de Faro e vai incentivar os parceiros a criarem candidaturas conjuntas a fundos comunitários.

“Não estamos inibidos de fazer candidaturas directamente às instituições europeias, o que é uma alavanca suplementar” aos apoios regionalizados, observou Jorge Botelho.

O Programa Operacional Regional CRESC Algarve (que decorre até 2020) terá uma verba de 319 milhões de euros, quase metade dos quais (140 milhões de euros) se referem a apoios a atribuir no âmbito do sistema de incentivo a empresas.

Desde 2007 que o Algarve está num período de transição denominado “phasing-out”, que significa que a região apresenta um nível de vida acima da média da União Europeia.

Se as candidaturas aos fundos geridos directamente pela União Europeia forem bem-sucedidas, o distrito de Faro poderá, por esta via, aumentar as verbas e apoios comunitários.

A RRADES surgiu da preocupação dos municípios com o apoio à economia regional e para ajudar a região a ter uma dinâmica económica ao longo de todo o ano, que possibilite criar emprego.

O plano de acção visa a criação de emprego e a manutenção e valorização do emprego existente e coloca a tónica na inovação e no empreendedorismo, explicou Augusto Medina, da Sociedade Portuguesa de Inovação responsável pela elaboração do documento.

“Achamos que o momento das grandes infra-estruturas (…) terminou, mas agora os municípios querem estar envolvidos na competitividade e em serem amigos dos empresários”, esclareceu Jorge Botelho.

A AMAL assume-se como entidade promotora desta rede de parcerias, cujo plano de acção será avaliado dentro de um ano.

(Agência Lusa)

 

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