Investigador da UAlg publica na prestigiada ‘Nature’

Investigador da UAlg publica na prestigiada ‘Nature’

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Mais uma publicação de sucesso na área de investigação da Universidade do Algarve, desta vez na 'Nature'
Mais uma publicação de sucesso na área de investigação da Universidade do Algarve, desta vez na ‘Nature’

Chama-se Gareth Pearson e desenvolve o seu trabalho de investigador no Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve (UAlg), um dos centros de conhecimento de maior prestígio nacional ao nível da investigação marinha.

O cientista publicou esta semana na prestigiada revista científica ‘Nature’ o produto do seu trabalho na sequenciação do genoma da Zostera marina, inserido num projeto internacional, que envolve cientistas de 35 laboratórios.

De acordo com a UAlg, “O  estudo é considerado pelos cientistas como um primeiro passo no estudo das redes genéticas e no cruzamento da ecologia e evolução destas plantas, que são extremamente importantes na gestão da orla costeira, e que têm sido ameaçadas em diversos ecossistemas pelas alterações climáticas”.

“A sequenciação do genoma da Zostera marina vem revelar algumas das alterações evolutivas que ocorreram durante a migração e adaptação dos ancestrais destas plantas do ambiente terrestre para o marinho”, acrescenta a nota informativa da academia algarvia.

Das centenas de milhares de espécies de plantas atualmente existentes no mundo, só cerca de 50 colonizaram o mar, as ervas marinhas, o único exemplo de plantas que conseguiram evoluir transitando com sucesso para uma vida permanente debaixo de água salgada. 

De entre as ervas marinhas, a Zostera marina, é uma das espécies com maior distribuição mundial, formando extensas pradarias desde as águas do Ártico até ao sul de Portugal no Atlântico Nordeste. Um dos objetivos desta investigação é desvendar a carga genética que possibilita à Zostera florescer em ambientes tão diversos, demonstrando uma capacidade elevada de adaptação e tolerância a águas com elevada salinidade.

 Gareth Pearson é um dos investigadores que desenvolveu o estudo da planta marinha
Gareth Pearson é um dos investigadores que desenvolveu o estudo da planta marinha

Para Gareth Pearson, investigador do CCMAR que participa neste estudo, “um dos sinais chave desta adaptação a águas com muita salinidade, parece residir numa parede celular muito específica da Zostera, que é fora do normal, mesmo para plantas aquáticas, apresentando características semelhantes às das algas”.

“O estudo que a Nature publica traz ainda novos dados, ao considerar que a Zostera, nesta migração para o ambiente marinho, perdeu os estomas, estruturas usadas nas plantas terrestres para as trocas gasosas da fotosíntese. Ao analisar o genoma, os cientistas sabem agora que os genes responsáveis por produzir estomas se perderam, o que torna impossível o retorno destas plantas ao ambiente terrestre”, remata a informação divulgada.

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