Marisa Matias defende maior intervenção do Presidente da República no sector das...

Marisa Matias defende maior intervenção do Presidente da República no sector das pescas

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Marisa Matias ouviu as preocupações da associação de armadores do Barlavento Algarvio (Foto: Luís Forra/Lusa)
Marisa Matias ouviu as preocupações da associação de armadores do Barlavento Algarvio (Foto: Luís Forra/Lusa)

A candidata presidencial apoiada pelo BE, Marisa Matias, defendeu ontem uma maior intervenção do Presidente da República nas questões de interesse nacional, nomeadamente no sector das pescas, em que Portugal é mais penalizado na distribuição das cotas.

“O Presidente da República deve fazer tudo o que está ao seu alcance, em relação às grandes questões de interesse nacional e a questão das pescas é, seguramente, uma delas e um dos recursos fundamentais do país”, disse aos jornalistas a candidata presidencial, à margem da visita que efectuou à Docapesca, em Portimão.

Marisa Matias ouviu as preocupações da associação de armadores do Barlavento Algarvio (Barlapesca) em relação às cotas de pesca da sardinha atribuídas para Portugal, defendendo uma “maior fundamentação científica para justificar as cotas”.

“Não está em causa a preservação dos recursos, mas sim garantir que o que for negociado tenha em conta não só a preservação dos recursos, mas também uma fundamentação científica para garantir que quem trabalha neste sector possa ser tratado de forma igual”, destacou.

Regras muitos desiguais em relação a Espanha

Segundo a candidata presidencial, Portugal depara-se com regras “muito desiguais nas cotas da sardinha em relação ao vizinho Estado espanhol”.

Na opinião de Marisa Matias, Portugal “perdeu capital reivindicativo porque destruiu a frota pesqueira, mas ainda há muita gente que depende da pesca para poder viver e, infelizmente, noutros casos para sobreviver”.

“A cota que tínhamos já era irrelevante e não sabemos a cota que se vai ter. Num sector tão estratégico como este, é muito importante que um Presidente da República tenha uma palavra a dizer”, sublinhou.

“Já que se fala tanto na economia do mar, é fundamental também a investigação. Temos muitos recursos, e é uma questão de valorizá-los. Na questão dos recursos pesqueiros entre Portugal e Espanha, somos muito mais penalizados”, concluiu a candidata presidencial apoiada pelo Bloco de Esquerda.

(Agência Lusa)

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