Ruivinho Brazão apresenta ‘Palavras com que Brinco e Aprendo’ em Loulé

Ruivinho Brazão apresenta ‘Palavras com que Brinco e Aprendo’ em Loulé

894
PARTILHE
A publicação é editada pela Associação de Pesquisa e Estudo da Oralidade

É apresentada esta sexta-feira, 4 de Novembro, pelas 18.30 horas, na Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, em Loulé, a obra de Ruivinho Brazão “Palavras com que Brinco e Aprendo”, no âmbito da rubrica “Livros Abertos”.

Editada pela Associação de Pesquisa e Estudo da Oralidade, a presente publicação, destinada aos 6-10 anos integra-se na trilogia do mesmo nome e vem, na sequência do Volume 1, dirigido aos 2-6 anos, primorosamente enriquecida com mais de 30 ilustrações da designer Inês Gonçalves, “discípula” de Joana Lessa, da Universidade do Algarve/ESEC, em coordenação com a Direcção Regional de Cultura do Algarve. 

A edição surge na sequência das sessões de Pedagogia da Oralidade, levada às bibliotecas municipais e às bibliotecas de escola com relevância para os concelhos de Albufeira e Loulé com apoio de informantes que se integram no grupo de cantares Moças Nagragadas. Tendo em conta o nível etário dos destinatários e as orientações programáticas de língua portuguesa, relevam-se, para além das lengalengas e dos trava-línguas, o conto, as adivinhas, as quadras e os provérbios. Compreende, na primeira parte, 52 linquintinas que se agrupam em três capítulos: o Capítulo 1 com 40 lengalengas distribuídas por quatro sectores; o Capítulo 2 com o trongomongo e outras estórias; o Capítulo 3 com 12 trava-línguas.

A segunda parte é preenchida pelo conto “A lebre e a leoa”, que foi recolhido em Ferreiras, Albufeira. A terceira parte contém 60 adivinhas. A quarta parte compreende 35 quadras do cancioneiro tradicional. A quinta parte contém 67 provérbios. Os enunciados, na sua generalidade, assentam na recolha efectuada na aldeia de Paderne, Albufeira.

Incluem-se, a título exemplar, dados paralelos de outras comunidades da região do Algarve e, para além desta, resultado, sempre, da pesquisa da oralidade em trabalho de campo ou das acções de formação de professores, levadas a efeito em Albufeira, Loulé, Faro e São Brás de Alportel e, ainda, nos cantares de “Moças Nagragadas”, vindas da vontade dos próprios informantes.

A entrada é livre.

Facebook Comments

Comentários no Facebook