Depressão: tratamentos convencionais e complementares

Depressão: tratamentos convencionais e complementares

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Cláudia Brito Presidente da Associação Semear Saúde associacaosemearsaude@gmail.com
Cláudia Brito
Presidente da Associação
Semear Saúde
associacaosemearsaude@gmail.com

A depressão é um dos maiores problemas de saúde pública na actuali­dade no mundo.

Segundo a Organização Mun­dial de Saúde a incidência dessa doença, que é entendida pela psiquiatria como um transtor­no de humor acompanhada re­gularmente de sintomas como tristeza e irritação, não tem para­do de aumentar, sendo previsível que se torne até 2020 na segun­da maior causa de incapacitação no mundo.

Ocorre com frequência nos portadores de depressão uma perda de interesse na realização de tarefas que anteriormente eram prazerosas e o desânimo torna-se um sintoma frequente, que traz prejuízos para a própria pessoa, para a família e socieda­de. Mas muitas vezes estes esta­dos depressivos são evitáveis.

Como prevenir os estados depressivos?

Aqui interessa-nos mais sa­ber como podemos preveni-los e combatê-los e não aprofundar as suas causas. Muito superficial­mente, podemos dizer que este distúrbio está relacionado com uma disfunção na produção de substâncias químicas no orga­nismo como a serotonina e no­repinefrina que se desenvolvem por factores sociais, psicológicos, como medos, frustrações, inse­guranças, etc.

Existem também pesquisas que relacionam o desenvolvi­mento da depressão com proces­sos crónicos de inflamação cau­sados por estilos de vida pouco saudáveis e não promovedores de uma óptima saúde mental. Dietas ricas em produtos ali­mentares inflamatórios como as farinhas refinadas, açúcares em excesso, gorduras trans, aditivos químicos e conservantes, aliadas a um estilo de vida stressante, a uma vida sedentária e privação de sono são algumas das con­dições que contribuem para o desenvolvimento da depressão.

Portugal é um dos países da UE que mais consome psicofármacos
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Com a ajuda da hipnose muitas pessoas superam estados depressivos e problemas associados aos mesmos, como a ansiedade, stress e falta de auto-estima

Uma das abordagens na te­rapeutica da depressão (a mais comum) é o uso de fármacos. Segundo o Centro de Controle e Prevenção de doenças dos Es­tados Unidos da América (CDC) os antidepressivos são a segun­da classe de medicamentos mais utilizados no país.

Em Portugal, a realidade é muito preocupante, sendo um dos países da União Europeia que mais consome psicofárma­cos. Os tranquilizantes encon­tram-se entre os medicamen­tos para o tratamento da saúde mental mais vendidos.

O Relatório do Programa Na­cional para a Saúde Mental de 2017 referente ao ano anterior, divulgado pela Direção Geral da Saúde, concluiu que os portu­gueses usam cada vez mais an­tidepressivos e antipsicóticos e que, apesar de se ter registado uma leve redução em 2016, o consumo de tranquilizantes e de medicamentos para contro­lar a hiperactividade nas crian­ças e jovens continua também a ser muito elevado.

O consumo excessivo de psi­cofármacos tem recebido duras críticas. O presidente do Conse­lho Nacional de Saúde Mental, António Leuschner, diz que a saúde mental não pode ser refém da psiquiatria e que deve ser po­tenciado o recurso aos psicólo­gos como uma forma de evitar o consumo excessivo de medi­camentos.

Também o diretor do Progra­ma Nacional para a Saúde Men­tal, Álvaro Carvalho, defendeu mesmo que o consumo de tran­quilizantes em Portugal chegara a “níveis de risco para a saúde pública”.

Em declarações à Lusa, o Bastonário da Ordem dos Psi­cólogos lamentou a falta de estratégia de prevenção que evite o aumento do consumo deste tipo de medicamentos. Francisco Miranda Rodrigues defende que os psicofármacos são uma “solução rápida” que apenas reduz os sintomas e sa­lienta a necessidade de promo­ver os tratamentos com especia­listas na área.

Abordagens multidisciplinares do paciente com depressão
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Para alguns, o consumo de tranquilizantes em Portugal chegará a “níveis de risco para a saúde pública”

Como já referido uma das abordagens terapêuticas da depressão é o uso de medica­mentos. Mas, de uma forma mais ou menos sistemática, têm sido lançadas propostas de tratamento que se mostram efi­cazes no tratamento e são com­plementares ao medicamento.

Acompanhamento psicoló­gico, hipnose clínica, ativida­de fisica regular, alimentação saudável devem fazer parte de uma abordagem ampla e mul­tidisciplinar do paciente do depressão.

Hipnose, ferramenta poderosa e eficaz nos estados depressivos

A hipnose clínica é uma ferramenta poderosa e eficaz na depressão porque ela pode mudar a maneira negativista como o ser humano pensa sobre si mesmo e sobre o mundo. Pode mudar uma estrutura de pensamento ne­gativa para uma estrutura de pensamento positiva, onde a pessoa com depressão en­tende outras possibilidade de viver e se abre para novas perspectivas.

Por isso a hipnose ajuda uma boa quantidade de pa­cientes a se curar de depres­sões, problemas de ansiedade, stress e a melhorar de trans­tornos que estão associados às depressões como o Trans­torno Obesssivo Compulsivo.

Se precisa de ajuda para resolver casos de ansiedade, stress, pensamentos nega­tivos, depressões contacte a Associação Semear Saúde através do 281 320 902 ou por e-mail: associacaosemear­saude@gmail.com.

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