Seniores com um coração grande

Seniores com um coração grande

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A OPINIÃO de BEJA SANTOS; Assessor do Instituto de Defesa do Consumidor; Consultor do POSTAL
A OPINIÃO de BEJA SANTOS;
Assessor do Instituto de Defesa do Consumidor;
Consultor do POSTAL

É do senso comum que os riscos da doença cardiovascu­lar aumentam com a idade, daí a muita atenção que deve ser dada aos nossos compor­tamentos para se manter um coração saudável: fugir do ex­cesso de peso, vigiar o coleste­rol, dizer não ao tabagismo e à vida sedentária. Saber conjugar a prevenção com uma vida de qualidade é o melhor que po­demos fazer para prevenir os males cardiovasculares, é sa­bido que eles se desenvolvem silenciosamente – enfarte, aci­dente vascular cerebral ou ar­trite dos membros inferiores.

Não há melhor preciosidade nem máquina mais prodigiosa do que o nosso coração. O sis­tema cardiovascular é constitu­ído por uma bomba (o nosso coração) e uma rede de 100 quilómetros de canalizações que dão pelo nome de artérias, veias e capilares, afadigam-se a distribuir o sangue por milhões e milhões de células do corpo para os alimentar de oxigénio e em nutrimentos e eliminar os seus resíduos. Máquina prodi­giosa, essa: o coração contrai­-se, expande-se à razão de 70 batimentos por minuto, o san­gue espalha-se nas artérias para alimentar os órgãos, as vísceras, os músculos e os tecidos. Tudo o que perturba a situação do sangue nos vasos afecta a ali­mentação normal das nossas células, cansa o nosso coração e compromete a nossa saúde. É o caso do tabagismo, de uma alimentação demasiado rica em gorduras, em açúcar ou em sal, o peso excessivo ou uma acti­vidade física insuficiente. Na inversa, a boa higiene de vida favorece uma boa irrigação do nosso corpo, seja qual for a nos­sa idade.

Dito abreviadamente, está nas nossas mãos pôr em prá­tica estilos de vida saudáveis: – deixar de fumar (mesmo as pessoas que fumam até qua­tro cigarros diariamente estão expostas às complicações car­diovasculares); – conhecer as regras no equilíbrio alimentar, procurar não saltar as refeições, comer vários legumes e frutas ao longo do dia, ter sempre nas refeições pão, cereais, batata, le­gumes secos; não devem faltar os lacticínios, grandes fornece­dores de vitamina D (consumir moderadamente o leite gordo e os queijos de alto teor de gor­dura), consumir carne, peixe ou ovos uma a duas vezes por dia, reduzir a quantidade de gor­duras, e fazer o mesmo com os açúcares refinados, beber água é fundamental, água da torneira nas sopas e nas bebi­das quentes (é necessário beber mesmo sem sede), tratar com moderação o consumo de bebi­das alcoólicas e o sal; – a activi­dade física é fundamental, deve ser praticada com conta, peso e medida: marcha, passeios pe­destres, jardinagem, andar de bicicleta, são complementos indispensáveis ao equilíbrio ali­mentar para nos sentirmos em forma, não esquecer que a nata­ção favorece o desenvolvimento da caixa torácica, a capacidade respiratória, faz muito bem àqueles músculos que habitual­mente não trabalham. Toda esta actividade diminui a tensão, favorece o trânsito intestinal, ganha-se energia, restaura-se o bom humor e o sono, previne-se a degenerescência intelectual e o isolamento.

É esta a essência do progra­ma de vida que dá mais vida aos nossos anos. Com um co­ração em forma e com estilos de vida saudáveis vai-se muito mais longe, muito mais longe nos projectos, na solidariedade, na comunicação com os outros, na entrega do amor.

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