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PS ‘voltou a enganar o Algarve’ com promessas de reduzir portagens na A22

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A CUVI lamenta que todas as propostas para eliminar as portagens apresentadas na Assembleia da República sejam inviabilizadas (Foto de arquivo: Agência Lusa)

Os utentes da Via do Infante acusaram esta segunda-feira, 8 de Janeiro, o PS de voltar “a enganar o Algarve”, ao prometer reduzir as portagens na A22 em 50%, embora esta redução tenha sido de 15% e já tenha havido dois aumentos.

Em comunicado, a Comissão de Utentes da Via do Infante (CUVI) recordou que António Costa, antes das eleições legislativas de 2015, “admitiu levantar as portagens na A22, reconhecendo que a EN 125 era um cemitério”, mas, entretanto, referem, as promessas não foram cumpridas e já houve dois aumentos de preços, no início de 2017 e no início de 2018.

“Será que o actual Governo e o PS estão reféns dos fortes interesses económicos, ruinosos, que envolvem a obscura Parceria Público Privada (PPP) da Via do Infante?”, questionam, acusando-os de persistirem em manter “portagens erradas, injustas, arbitrárias e que tantas vidas têm destroçado”.

Segundo a CUVI, embora os aumentos de 1 de Janeiro de 2018 incidam apenas nos troços entre Tavira e Castro Marim, entre Boliqueime e Loulé, e entre Mexilhoeira Grande e Alvor, são aumentos muito negativos” por contribuírem “para o agravamento da sinistralidade rodoviária”, já que muitos condutores “vão enveredar pela congestionada” Estrada Nacional (EN) 125, avança a Agência Lusa.

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“Todos sabem que a EN 125 não representa qualquer alternativa à Via do Infante, que é uma via muito mortífera, que numa parte ainda nem começou a requalificação e que na outra parte as obras continuam e que a sua requalificação apresenta erros técnicos, potenciando assim os acidentes, e nada fazem para acabar com umas portagens erradas e mortais”, alertam.

A CUVI lamenta que, pelo contrário, todas as propostas para eliminar as portagens apresentadas na Assembleia da República por outras forças políticas sejam inviabilizadas, as últimas ocorridas na discussão do Orçamento de Estado para 2018.

“Perdeu-se assim mais uma grande oportunidade para corrigir um erro crasso que continua a vigorar no Algarve”, consideram os membros da comissão, anunciando que vão retomar as acções de luta contra as portagens na A22 com uma marcha lenta na EN 125, entre Portimão e Lagos, a 20 de Janeiro.

CUVI exorta partidos a apresentarem no parlamento novas propostas para abolir as portagens

Para a comissão, os deputados e governantes do anterior governo PSD/CDS, que introduziram as portagens em 2011, e do actual governo PS, “são os verdadeiros responsáveis pela continuação do sangrento ‘estado de guerra não declarado’ que se continua a viver no Algarve, a principal região turística do país”.

 

A comissão cita dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) que indicam que em 2017 ocorreram na região 10.752 acidentes de viação, com 30 vítimas mortais e 192 feridos graves.

Segundo a CUVI, embora o número de vítimas mortais seja inferior a 2016, quando se registaram 32 mortes, o número de acidentes e de feridos graves aumentou: em 2016 houve 10.241 acidentes, menos 511 do que em 2017, e 162 feridos graves.

“São acontecimentos muito preocupantes e trágicos que ocorrem nas estradas algarvias, em particular na EN 125, uma rua urbana” transformada num verdadeiro “‘cemitério’, numa autêntica ‘estrada da morte’, após a introdução das portagens na Via do Infante”, concluem.

A CUVI aproveitou ainda para exortar os partidos a apresentarem no Parlamento novas propostas para abolir as portagens, informando que vai pedir audiências ao primeiro ministro e ao Presidente da República, para se reunirem com uma delegação alargada, abrangendo elementos da CUVI, empresários, autarcas e outras entidades do Algarve.

A marcha lenta de viaturas pela EN 125, no próximo dia 20 de Janeiro (sábado), entre Portimão e Lagos, parte às 16 horas do Parque de Feiras de Portimão (junto ao Pavilhão Arena).

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