Diabetes: farmácias do Algarve enviam 45 pessoas em risco a médicos de...

Diabetes: farmácias do Algarve enviam 45 pessoas em risco a médicos de família

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Farmácias do Algarve identificam meia centena de utentes com risco de diabetes (Foto: D.R.)

Dez farmácias do Algarve encaminharam 45 utentes com risco moderado a muito alto de diabetes para o seu médico de família. Esta referenciação decorreu no âmbito do Desafio Gulbenkian “NÃO à Diabetes!”, realizado entre 14 de Novembro de 2017 e 1 de Maio de 2018, com o objectivo de informar e prevenir o desenvolvimento da diabetes tipo 2, uma doença com custos importantes para o Serviço Nacional de Saúde.

“A acção de rastreio nesta região avaliou 122 utentes, tendo identificado 49,2% com factores de risco para desenvolver diabetes. A nível nacional, o projecto envolveu 383 farmácias de 64 municípios, avaliando um total de 8.112 utentes. A referenciação de mais de metade dos portugueses examinados nesta campanha deu origem a cerca de 2 mil consultas médicas. Foram diagnosticados 190 doentes que desconheciam ser diabéticos, traduzindo-se em 9,5% dos utentes com diabetes”, precisou a Associação Nacional das Farmácias em comunicado de imprensa.

O método utilizado pelos farmacêuticos foi a avaliação de risco (Findrisk), com suporte tecnológico e a comunicação entre o sistema da farmácia (Sifarma) e a Plataforma de Dados em Saúde, do Ministério da Saúde. Os casos de risco mais elevado foram encaminhados para consulta médica nos cuidados de saúde primários.

Jorge Soares, director do Programa Gulbenkian Inovar em Saúde, da Fundação Gulbenkian explica que “para o sucesso desta intervenção contribuíram dois factores chave. O primeiro foi a eficácia do recrutamento e identificação das pessoas com risco de diabetes, através da colaboração excepcional das farmácias para identificar os utentes, fazer-lhes o teste e encaminhá-los para os centros de saúde. O segundo factor foi a educação das pessoas para o futuro, com foco nos centros de saúde. O sucesso do desafio só foi possível graças ao alinhamento de vários parceiros: as autarquias, as farmácias como porta de entrada e os centros de saúde”.

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