Lagos: Mercado de Escravos distinguido pelo Observatório Internacional dos Direitos Humanos

Lagos: Mercado de Escravos distinguido pelo Observatório Internacional dos Direitos Humanos

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A entrega do título contou com a presença de Mª Luisa Francisco, Mª Joaquina Matos e outras personalidades (Foto: D.R.)

O Núcleo Museológico Rota da Escravatura, instalado no edifício conhecido como “Mercado de Escravos”, recebeu, na passada segunda-feira, 10 de Dezembro, a visita da representante do Observatório Internacional dos Direitos Humanos (OIDH), que entregou a equipamento museológico o título honorífico de “Centro Internacional de Memória Viva da Dignidade Humana”.

A atribuição insere-se num “cordão mundial de solidariedade, na esfera da cidadania global a favor da Paz” e, reconhece alguns notáveis monumentos que, face à sua história, são hoje, um espaço de cultura e de paz, transmitindo tranquilidade e bem-estar a todos os seres humanos que os visitam.

O equipamento museológico distinguido perpetua a memória da escravatura e situa-se próximo do local onde, em 1443, teve lugar a primeira grande venda de escravos da Europa quatrocentista, em que os cativos africanos eram trazidos de África para a Europa pelas caravelas.

A cerimónia de entrega do título honorífico contou com a presença de Maria Luisa Francisco, assessora do OIDH, da presidente da Câmara de Lagos, membros do Executivo Municipal, deputados municipais, comunidade escolar e outros convidados.

Recorde-se que o OIDH é uma organização de abrangência mundial, com sede em Portugal, que defende a dignidade da pessoa humana em todos os lugares do Planeta e fomenta a paz, de modo a contribuir para um mundo mais equitativo e sustentável, assim como para o bem comum da Humanidade. Com o lema “Servir a Humanidade”, o OIDH dá particular atenção aos maiores e mais persistentes ao longo da História da Humanidade flagelos sociais, com especial enfoque na extrema pobreza, na fome e desnutrição, que atingem milhões de seres humanos em todo o mundo.

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