Unidades de saúde do Algarve preparadas para pico da gripe

Unidades de saúde do Algarve preparadas para pico da gripe

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No Algarve o pico da gripe costuma surgir mais tarde do que em outras regiões (Foto: D.R.)

As unidades de saúde do Algarve estão preparadas para o pico da gripe mas para já não há reforço nos serviços devido à baixa afluência de utentes, disse o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS).

“A situação é calma, estável e a afluência é inferior, em termos de número de casos de gripe, à do ano passado”, referiu Paulo Morgado à Lusa, dando o exemplo da passada segunda-feira, dia em que apenas surgiram 20 casos de gripe nos 16 centros de saúde da região algarvia.

No Algarve, o pico da gripe costuma surgir mais tarde do que em outras regiões devido às condições climatéricas mais favoráveis, explicou, estimando que a afluência possa subir “nos próximos dias” e que o pico da gripe na região ocorra “na terceira ou quarta semana” de Janeiro.

Segundo aquele responsável, apesar de ainda não ter sido ativado qualquer plano de contingência, todas as unidades de saúde da região, quer os centros de saúde, quer as urgências hospitalares, estão preparadas para responder a um eventual aumento da afluência de utentes aos seus serviços.

Afluência às unidades de saúde está a ser monitorizada

A afluência de utentes às unidades de cuidados de saúde primários e hospitalares da região está a ser monitorizada diariamente, de modo a que, em caso de necessidade, haja um reforço imediato de equipas ou sejam alargados os horários de atendimento, frisou.

Estas medidas serão activadas quando se justificar, garantiu Paulo Morgado, precisando que, no caso das urgências hospitalares, serão criados circuitos especiais para o acesso e tratamento de doentes e abertas camas adicionais, em função da afluência.

O presidente da ARS/Algarve apelou ainda às pessoas com suspeitas de gripe para contactarem primeiro o centro de contacto SNS24 (808 24 24 24), que os encaminhará para o serviço de saúde mais adequado.

“Os utentes que ligarem e forem encaminhados não pagam taxas moderadoras, o que é uma vantagem, além do facto de serem atendidas de forma prioritária”, sublinhou.

A monitorização da afluência de utentes aos serviços foi intensificada a partir do início desta semana no âmbito do Plano de Contingência Saúde Sazonal.

O controlo é feito pela ARS/Algarve, em articulação com o Departamento de Saúde Pública e Planeamento, os três Agrupamentos de Centros de Saúde (Barlavento, Central e Sotavento) e o Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA).

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