PCP está solidário com a luta dos ex-trabalhadores do Grupo Alisuper

PCP está solidário com a luta dos ex-trabalhadores do Grupo Alisuper

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Ex-trabalhadores do Grupo Alisuper manifestaram-se frente à sede do banco BIC e do Banco de Portugal (Fotos: D.R.)

Uma delegação do Partido Comunista Português (PCP), que contou com a participação de João Oliveira, presidente do Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República, e de Vasco Cardoso, membro da Comissão Política do Comité Central do PCP, manifestou novamente a sua solidariedade para com os ex-trabalhadores do Grupo Alisuper, que esta terça-feira, 26 de Fevereiro, se deslocaram a Lisboa numa jornada de luta em frente à sede do banco BIC e do Banco de Portugal.

Nesta acção que contou com a participação de cerca de 100 ex-trabalhadores “exigiu-se o fim das execuções bancárias que o BIC está a concretizar sobre créditos que foram contraídos pelo ex-proprietário do Grupo Alisuper em nome dos trabalhadores”, explica o PCP em comunicado. Trata-se de “uma dupla e inaceitável penalização dos trabalhadores que primeiro ficaram sem posto de trabalho e agora, se nada for feito, vão ficar sem rendimentos e bens”, acrescenta.

Manifestação contou com a participação de cerca de 100 ex-trabalhadores

Da parte do PCP, cuja intervenção nesta matéria vem desde 2008, foi “reafirmada a necessidade de uma intervenção por parte do Governo e do Banco de Portugal que ponha fim a este saque. Para o PCP não pode ser aceitável que sejam mobilizados milhares de milhões de euros de recursos públicos para tapar os buracos da corrupção e da especulação financeira que houve no BPN (agora banco BIC) mas que, perante este problema que não foi criado pelos trabalhadores, Governo e Banco de Portugal assobiem para o ar como se nada estivesse a acontecer”.

“Certos de que a luta destes trabalhadores e do seu sindicato, o CESP, será determinante para a resolução deste problema da parte do PCP, seja por via da Assembleia da República, seja na Câmara Municipal de Silves cujos eleitos da CDU já manifestaram a sua solidariedade, continuará a ser desenvolvida toda uma intervenção para que nenhum trabalhador seja obrigado a pagar um empréstimo do qual nunca beneficiou”, conclui o PCP.

(CM)

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