Ria Formosa livre de plástico vai a votos em concurso mundial

Ria Formosa livre de plástico vai a votos em concurso mundial

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O objetivo da Associação para o Estudo e Conservação dos Oceanos ao participar neste concurso, passa por ampliar a limpeza que vai ocorrer em julho, tanto em terra com no mar (Foto de arquivo Postal referente à recolha de lixo na Ilha da Culatra – julho 2018 D.R.)

A European Outdoor Conservation Association (EOCA) promove anualmente um concurso mundial com o objetivo de financiar projetos relevantes na área da biodiversidade. Este ano, um dos cinco projetos pré-selecionados na categoria de Oceanos é português e é promovido pela Associação para o Estudo e Conservação dos Oceanos (aECO).

A associação algarvia que defende a iniciativa “Campaign for a Plastic Free Ria Formosa – Campanha por uma Ria Formosa livre de plástico” considera que a nomeação para integrar este grupo restrito de projetos “é já por si uma vitória, porque traz grande visibilidade à ria Formosa, ao Algarve e ao país”.

O concurso pretende financiar projetos de relevo que promovam a biodiversidade

O concurso pretende financiar projetos de relevo que promovam a biodiversidade e que contribuam, ao mesmo tempo, para preservar espaços naturais de qualidade para as populações locais e outros visitantes entusiastas das atividades ao ar livre.

“Os motivos que originaram esta candidatura vão muito além de uma necessidade de projeção internacional. Nós realizamos atividades de limpeza nas ilhas-barreira todos os anos. Com a pressão turística e as outras atividades comerciais que aqui ocorrem, é necessária uma intervenção constante. Este ano não será exceção, independentemente do resultado desta votação”, acrescenta a associação.

O objetivo da Associação para o Estudo e Conservação dos Oceanos ao participar neste concurso, passa por ampliar a limpeza que vai ocorrer em julho, tanto em terra com no mar.

Com o financiamento, será ainda possível fazer uma limpeza subaquática com mergulhadores profissionais, para retirar âncoras velhas, restos de aparelhos de pesca ou outros detritos que se estão a acumular no interior da Ria Formosa.

Outro dos objetivos passa por aproveitar os meios técnicos para, com o apoio da Universidade do Algarve, monitorizar e analisar a evolução da comunidade de cavalos marinhos, que “parece estar em acentuado declínio”.

As votações para esta categoria decorrem de 28 de março até ao dia 11 de abril.

Para apoiar este projeto português clique AQUI

(SP/CM)

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