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Eleições intercalares para a Câmara de Castro Marim marcadas para 2 de junho

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Eleições acontecem na sequência da renúncia ao mandato, a 21 de fevereiro, da lista do PSD vencedora das autárquicas de 2017 (Foto: D.R.)

As eleições intercalares para a Câmara de Castro Marim vão realizar-se a 2 de junho, segundo o despacho de marcação da data do escrutínio publicado na sexta-feira em Diário da República.

A tutela convoca as eleições para o primeiro domingo de junho na sequência da renúncia ao mandato, a 21 de fevereiro, “da totalidade dos membros efetivos e suplentes que compunham a lista mais votada” nas eleições autárquicas para a Câmara de Castro Marim realizadas em 1 de outubro de 2017, refere o despacho.

O despacho, assinado pelo secretário de Estado da das Autarquias Locais, Carlos Manuel Soares Miguel, no exercício das competências que lhe foram delegadas pelo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, foi comunicado ao gabinete da Secretária de Estado Adjunta da Administração Interna e à Comissão Nacional de Eleições, pode ler-se no Diário da República.

O PSD e o PS vão repetir os principais candidatos nas eleições intercalares para a Câmara de Castro Marim, com o atual presidente, Francisco Amaral, e a vereadora Célia Brito a encabeçarem, respetivamente, as suas listas, avança a Lusa.

Célia Brito foi de novo escolhida pela concelhia socialista de Castro Marim para encabeçar a lista do partido nas eleições intercalares, motivadas pela demissão em bloco, a 21 de fevereiro, da lista do PSD vencedora das autárquicas de 2017 e liderada pelo atual presidente, Francisco Amaral, que volta a encabeçar a lista social-democrata.

Célia Brito, que foi eleita vereadora nas eleições autárquicas de 2017, disse à Lusa que vai tentar “rebater” a versão do autarca de que a oposição tem “bloqueado” a sua gestão e adiantou que essa vai ser a tónica da campanha eleitoral socialista nas intercalares para a Câmara de Castro Marim.

Francisco Amaral, que perdeu a maioria absoluta em 2017, qualificou a situação vivida na autarquia como “insustentável” e acusou a oposição de “bloquear” a sua gestão, através de uma “coligação informal” formada pelos dois vereadores do PS e um do Movimento Independente Castro Marim Primeiro (CM1), que, unidos, superavam os dois eleitos do PSD.

O presidente argumentou que a demissão da sua lista era “inevitável”, dizendo que a oposição “rejeitou sempre as ofertas de diálogo” e “obstaculizou” a ação do executivo, tornando “inevitáveis” a realização de eleições intercalares, nas quais o autarca espera “recuperar para o PSD a maioria absoluta” perdida em 2017.

(CM)

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