Esperou cinco anos por relatório médico incompleto e pode ficar cega

Esperou cinco anos por relatório médico incompleto e pode ficar cega

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“Pedi logo o relatório, inicialmente era muito nova e queria ouvir mais opiniões, ver dentro da parte clínica ou cirúrgica o que existia para o meu problema. Esse relatório foi negado” (CLICAR AQUI PARA VER VÍDEO – D.R.)

Rafaela Bastos tem glaucoma, uma doença ocular que, nos casos mais graves, pode levar à cegueira. Contou ontem no SOS 24 como foi privada de ouvir outras opiniões médicas porque o médico que a seguia lhe negou o relatório. Quando finalmente recebeu o documento, vinha incompleto e com falsidades, avança a TVI.

Ainda que, por norma, o glaucoma afete pessoas a partir dos 40 anos, Rafaela foi diagnosticada com apenas 16, tendo sido aconselhada no privado a colocar uma válvula no olho direito, solução que se apresentava a mais adequada à idade da doente e mais correta a longo prazo.

Quando passou a ser acompanhada no Hospital Garcia de Orta, da sua área de residência, foi-lhe comunicado que naquela instituição era seguido um protocolo e que não lhe seria colocada a válvula imediatamente, uma vez que se tratava de um procedimento dispendioso e não realizado a pedido.

Hoje, Rafaela questiona se o protocolo não deveria ter sido quebrado, devido à idade e às características da doença. “Tive de reaprender a gerir a minha rotina”, disse a jovem de 24 anos no SOS24. “Os planos que tinha de vida, tudo isso deixou de existir”.

Continuou a ser seguida pelo diretor clínico do serviço de oftalmologia do Garcia de Orta e realizou várias cirurgias, mas quis ouvir outras opiniões. Porém, passou cinco anos à espera do relatório clínico que outros médicos lhe pediam e este, quando chegou, vinha incompleto e trazia incorreções, nomeadamente no número e nas datas das cirurgias realizadas.

Entretanto, passou a ter consultas “em corredores” do Garcia de Orta até deixar de ser atendida e ficar com a medicação SOS suspensa.

Rafaela Bastos só recebeu o documento cinco anos depois e após apresentar queixa no hospital.

Passou cinco anos à espera do relatório médico, do diretor clínico do serviço de oftalmologia do Garcia de Orta, que outros médicos lhe pediam (Foto D.R.)
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