“SOBERANA, Mãe soberana de Loulé” – tradições, história e emoções

“SOBERANA, Mãe soberana de Loulé” – tradições, história e emoções

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Depois de “A FREGUESIA”, com dramaturgia e encenação de Ricardo Neves-Neves em 2017, o Cine-Teatro Louletano dirigiu um novo convite ao Teatro do Eléctrico. O convite teve em vista a criação de um espetáculo inédito, a partir de uma temática emblemática ligada ao património imaterial do Concelho de Loulé, a Mãe Soberana.

“SOBERANA, Mãe Soberana de Loulé” é um texto de Ana Lázaro, com encenação de Ricardo Neves-Neves e direção musical de Rita Nunes. O texto envolve-se na procissão e nos festejos religiosos da Mãe Soberana, que acontecem anualmente em Loulé.

O POSTAL esteve presente, esta quarta-feira, num ensaio da peça. Esta foi uma oportunidade de vislumbrar um excerto desta obra que faz a ligação entre o passado histórico da festa tradicional louletana e as emoções que esta desperta nos habitantes da cidade.

Após o ensaio, o encenador Ricardo Neves-Neves explicou aos presentes que este foi um trabalho iniciado há cerca de dois anos. “Começámos por pesquisar toda a informação possível sobre a Mãe Soberana e a sua procissão. Fomos pesquisar em obras históricas, em notícias de jornais e também na rua entrevistando muitos louletanos. Temos horas e horas de gravações que provam que esta festa é muito especial”, explica Ricardo.

“Assim que comecei a pesquisar sobre a Mãe Soberana percebi que mais do que uma manifestação religiosa, cultural e histórica, esta é, tal como o vínculo genético e intrínseco que liga a Mãe com o seu filho, parte de um corpo coletivo, da identidade de um povo”, diz Ana Lázaro, autora do texto por trás da obra.

“Um homem não chora a não ser na Mãe Soberana”

Com a investigação que realizaram ao longo de vários meses, Ricardo Neves-Neves explica que perceberam “que as pessoas se emocionam muito a falar da Mãe Soberana. Até os homens não resistem em chorar e essa foi, para nós, a base deste trabalho que depois de compilado, deu-nos a possibilidade de criar a produção e levá-la ao palco”.

O encenador adiantou que por um lado, “o trabalho que realizámos pode servir o público que não conhece a história, sendo uma peça mais documental, mas por outro, tem sempre presente o lado mais subjetivo”, que faz da procissão da Mãe Soberana a maior manifestação de fé a sul de Fátima.

A peça, que nasce de uma coprodução do Cine-Teatro Louletano e Teatro do Eléctrico, conta com um equipa de cerca de 50 pessoas, das quais fazem parte 15 atores e 8 músicos. A obrá será exibida no Cine-Teatro Louletano nos dias 21 e 22 de junho, pelas 21:30 horas e a 23 de junho pelas 17 horas.

Os bilhetes têm um custo associado de 9 euros por pessoa, passando para 7 euros para maiores de 65 e menores de 30 anos (o Cartão de Amigo é aplicável), tendo o espetáculo uma duração de 60 minutos, dirigido a maiores de 14 anos.

(Andrea Camilo / Henrique Dias Freire)

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